Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
No livro “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins, é retratado um futuro distópico em que a Capital exerce uma ditadura tirânica sobre 12 distritos que são isolados e divididos segundo a função econômica de cada um. Assim, os distritos não têm autonomia sobre o que produzem nem tão pouco acesso à produção dos demais, estando sempre subordinados à Capital. Logo, fica claro que com a exploração dos distritos a Capital detém um grande poder econômico, deixando o resto população em um estado de miséria. É evidente, então, o abismo social e tecnológico entre “os ricos e os pobres” nesta sociedade. Não distante da ficção, como resultado da segregação social, no Brasil há um acentuamento na desigualdade social econômica quanto na racial fazendo com que minorias sejam desfavorecidas e marginalizadas.
Primeiramente, com a consolidação do sistema capitalista no século XVIII, a sociedade passou a ser dividida em duas classes: capitalista e trabalhadora. Por consequência essa divisão imposta pelo capitalismo provoca uma desigualdade social econômica. Por exemplo, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra Domicílios que trata de todas as fontes de rendimento, renda média do 1% dos trabalhadores mais ricos subiu de R$ 25.593 para R$ 27.744, alta de 8,4%. Já entre os 5% mais pobres, o rendimento do trabalho caiu 3,2%. Nesse grupo, o ganho mensal baixou de R$ 158 para R$ 153. Desse modo, a diferença de poder aquisitivo tem a capacidade de separar grupos, fazendo com que grupos mais ricos ocupem regiões distintas daqueles que vivem em condições de pobreza, assim sendo desfavorecidos a uma boa condição de vida.
Outrossim, vale salientar a segregação racial no Brasil desde a era colonial e escravocrata imposta pelos colonizadores portugueses. Por consequência, o racismo que persiste de forma intensa no país é voltado contra negros, mulatos e índios, fazendo que sejam marginalizados, sendo assim, excluídos socialmente e privados de praticar seus direitos básicos como cidadãos, vivendo em situações de pobreza extrema, de falta de moradia, de desemprego, de má distribuição de renda, de falta de acesso à educação e à saúde e de analfabetismo.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, é preciso a intervenção do setor público por meio de programas públicos a fim de garantir melhores condições às classes mais baixas, promovendo sua ascensão social, como também garantir seus direitos perante a lei. Ademais, os cidadão devem ser ativos politicamente com o intuito de assegurar uma sociedade mais harmônica e igualitária, na qual todos possam usufruir dos mesmos privilégios, sem uma distinção.