Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 09/05/2020

Conforme Rousseau, ‘’A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos’’. Nesse sentido, a visão do filósofo não tem se aplicado à realidade, tendo em vista a segregação de classes sociais no Brasil. Assim, depreende-se que fatores como oportunidades desiguais e formação urbana desigual contribuem para o agravamento da situação.

A princípio, nota-se que o acesso desigual à educação trata-se de um potencializador da segregação das classes sociais. Em relação a tal fato, segundo Immanuel Kant, ‘’O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Relativamente, observa-se que o acesso desigual à educação pode ser encaixado na teoria de Kant, uma vez que, na atualidade, ocorre a elitização do conhecimento a qual torna o saber restrito as elites, por exemplo, a diferença na carga teórica entre alunos formados em escola pública e privada. Consequentemente, é perceptível que as diferenças que as diferenças de oportunidades impossibilitam a igualdade entre classes sociais.

Ademais, a formação urbana desigual identifica-se como outro agente marcante da problemática. Na época da Idade Moderna, houve a Revolução Industrial, a qual pessoas com mais dinheiro ocupavam os centros das metrópoles e indivíduos de menor renda a periferia. No cenário brasileiro atual, os legados da Revolução Industrial perduram, pois ainda se percebem valorização do centro e descaso as periferias, como a precária situação das moradias nas periferias metropolitanas. Por conseguinte, a segregação das classes sociais possui origem na formação do país.

Logo, a questão da segregação de classes sociais requer intervenção do Estado. O Governo deve qualificar profissionais da educação, por meio de cursos e palestras, que serviram para melhorar o ensino público, a fim de igualar as oportunidades no país. Além disso, cabe ao Estado valorizar áreas periféricas, por meio de reformas, a fito de erradicar a divisão entre a periferia e o centro.