Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 16/05/2020
Na segunda livro “O diário de Anne Frank”, em um dos capítulos a autora relata um dos acontecidos que a protagonista presenciou. Anne seu pai e sua irmã estavam em um parque e foram pedidos para se retirar pois não podiam estar naquele local, afinal não faziam parte da raça ariana, segundo Hitler a raça “pura e perfeita”. Vemos na segunda guerra mundial a separação de classes sociais já estava presente.
Bem como essa separação é algo que está enraizado na história do nosso país, não é algo novo, é algo que vem desde a escravidão, onde quem tinha mais voz era justamente quem tinha mais dinheiro, ou a cor da pele clara, o distanciamento das classes vem se alastrando e se tonado imensúraveis.
Quem possui mais dinheiro tem como destino uma educação, uma casa, um acompanhamento de saúde, um carro, uma alimentação de qualidade, já quem não possui tem que se contentar em nem mesmo ver os pais com tanta frequência, pois os mesmos precisam trabalhar mais de quarenta e oito horas semanais para quem sabe conseguir fazer um compra no fim do mês e torcer para a comida durar até o próximo pagamento.
Inegavelmente o desmembramento da sociedade está estampado na nossa democracia, um dos fatos mais sólidos que comprovam isso é o reflexo do Morro da providencia no grande e sofisticado prédio espelhado, bairros Centro e Zona Portuaria, na Capital do Rio de Janeiro, esse é justamente um dos locais que mais representam essa segregação humana.
Contudo é importante que os mistérios da saúde, educação e segurança do nosso país, façam melhor uso da verba de impostos pagos, para juntamente com ONGs e sociedades filantrópicas invistam em escolas, hospitais e segurança de qualidade, dessa forma acabando com o ensino, a saúde e a segurança privada, aproximando assim toda a sociedade, tornando o que é público de qualidade para que todos possam ter o direito de usufruir daquilo, não apenas pelo dinheiro, mas por ser humano.