Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
Com o advento da Revolução Industrial, em Manchester - Inglaterra, surgiu a produção de bens de consumo que poucas pessoas tinham condições de adquirir, por terem um alto preço. Hodiernamente, no Brasil, essa característica vem se fortalecendo, por conta da manutenção da desigualdade socioeconômica, e da falta de políticas públicas para mitigá-la. Dessa forma, emergem diversos conflitos em vários âmbitos sociais.
Primeiramente, é nítida a iniquidade social entre os brasileiros. De acordo com o IBGE, a renda dos mais pobres caiu mais de 3% enquanto a dos mais ricos subiu por volta de 8% em 2018. Logo, o reflexo dessa realidade é o descontentamento da classe baixa e o anseio por mudança, que os impulsiona a seguir a máxima de Oscar Wilde, dramaturgo britânico, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Com isso, os menos favorecidos demonstram sua esperança no por vir.
Outrossim, a carência de políticas afirmativas faz-se presente mesmo com as notáveis desigualdades. A respeito disso, para o filósofo inglês John Locke, em sua obra - O Contrato Social, é dever do Estado garantir a igualdade entre indivíduos, para que seja atingido o bem estar da sociedade. Dessarte, partindo desse princípio, percebe-se uma divergência entre o que o Poder Público faz e o que deveria fazer, pois permanece estático quanto as explícitas distinções sociais, que vêm tomando proporções alarmantes.
À luz dessas considerações, medidas são necessárias para atenuar a segregação de classes sociais no Brasil. Destarte o Governo, por intermédio do Ministério da Economia, deve elaborar projetos que incluam a camada mais pobre em espaços e eventos também frequentados pelos mais abastados, por meio de parceria com empresas privadas, com o fito de estabelecer uma junção dessas duas classes, que tanto têm a debater. Assim, será diminuída a insatisfação mencionada por Wilde, e aplicada a garantia da igualdade defendida por Locke. Por conseguinte, aos poucos, todos poderão usufruir dos benefícios da Revolução Industrial.