Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
No premiado filme de 2019 “Parasita”, o diretor Bong Joon-Ho retrata a realidade de duas famílias. Uma humilde que vive em um pequeno apartamento quase subterrâneo, e outra rica que mora em uma mansão em um bairro privilegiado. O filme mostra essas duas famílias como se vivessem em universos completamente separados. Embora seja uma obra ficcional, o filme se relaciona com o atual cenário Brasileiro, uma vez que a cultura capitalista e a má qualidade de serviços comuns a todos corroboram para uma sociedade cada vez mais segregada.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a intrínseca relação entre a sociedade capitalista e a situação em questão. Para o sociólogo alemão Karl Marx, a história da humanidade é a historia da luta de classes, ou seja, as condições materiais fundamentam a sociedade. Portanto a separação das classes sociais não é uma realidade apenas do Brasil atual, e sim um fato histórico cultural.
Vale ainda analisar a questão do mal funcionamento dos serviços públicos. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela ONU em 1948, todo ser humano deve ter acesso aos serviços públicos de seu país. Porém, no Brasil, esses serviços, como educação, saúde e lazer, são desvalorizados e sucateados. De modo que sejam utilizados apenas por pessoas que não possam pagar pela iniciativa privada, fazendo com que exista uma definição clara de quais são espaços frequentados por pessoas de maior poder aquisitivo e quais não são, explicitando os privilégios de uma classe em relação à outra.
Portanto, é necessário que o estado tome providencias para superar o impasse. Para a integração e acensão das classes sociais, urge que o ministério da educação, por meio de verbas governamentais invista em educação básica de qualidade. Para que assim, a longo prazo se equipare a iniciativa privada, e todas as crianças possam e queiram se desenvolver juntas, independente de sua classe social. Só assim o Brasil não poderá mais ser comparado à um filme tão trágico como “Parasita”.