Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 15/05/2020

Desigualdade nas moradias Brasileiras

De acordo com a sociologia segregação social é a divisão geográfica de um grupo de pessoas na qual envolvem-se diversos fatores, entre eles a educação, moradia e etc.

O Apartheid nascido na África do Sul, tinha como objetivo consolidar a segregação entre população com leis que limitavam os direitos dos negros. No Brasil em 1890  o escritor Aluísio de Azevedo publica  seu livro, O Cortiço denunciando as péssimas condições de vida no cortiço e retratando a vida de seus moradores e suas lutas pela sobrevivência.

O que Aluísio de Azevedo retratou em seu livro não ocorreu apenas no Brasil do século XIX onde havia a tentativa de  seu personagem João Romão ultrapassar o muro da pobreza em busca de uma melhor vida. O Brasil do século XXI vive uma situação parecida, o aumento no número de favelas e a marginalização da população bem como a que existia no livro O Cortiço.

No Brasil contemporâneo a separação de classes gera ainda mais uma disparidade entre pobres e ricos, na qual ambos possuem ambientes diferentes na sociedade. Em bairros próximos ao centro não  se encontra uma quantidade significativa de pessoas pobres habitando aquele  local, em contraponto não se faz necessário ir muito longe para observar a diferença de ambientes e condições de moradia.

Em bairros ricos encontram-se todas as infraestrutura necessárias para fazer daquela parcela da cidade um lugar digno de se morar, já nas favelas brasileiras não encontra-se pilares básicos para a a população desse local ter o mesmo crescimento.

Na cidade de Santos, litoral sul da cidade de São Paulo, está localizada a maior  favela de palafita do Brasil, ou seja moradias precárias construídas em péssimas condições sob o mar, na mesma cidade há condomínios e casas luxuosos, uma mesma cidade com duas realidades bem distintas separadas pelo muro da desigualdade social.

A construção de melhores moradias já vem sendo feitas através de programas governamentais como o Minha Casa Minha Vida. Entretanto há a necessidade de um maior investimento para que essa população seja inserida no mercado, através da criação de programas sociais em junção do Ministério da Cidadania e o Ministério da Economia,  com a utilização do dinheiro dos impostos coletados das moradias luxuosas do Brasil.