Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 08/05/2020

Na colonização portuguesa, o negro sofreu fortes repressões pelo homem branco e eurocêntrico. Além da proibição da sua cultura, o africano era submetido às condições desumanas da escravidão, como, por exemplo, alojar-se em espaços pequenos, aglomerados e improvisados, as senzalas, enquanto o senhor de engenho era privilegiado nas casa senhorial. Assim, é possível observar a segregação de diferentes grupos sociais, des do período colonial do Brasil até nos dias atuais, pois esse fato culminou no racismo estrutural e na acentuada diferença socioeconômica entre os brasileiros.

Muito se discute o racismo estrutural no Brasil, isto é, práticas históricas e culturais cujo discrimina a figura negra, ao passo de ter um conceito preconcebido da mesma. No entanto, a separação pela cor pode trazer consequências negativas, sobretudo, na economia, visto que tais relações refletem em todos os setores, os quais ambos os grupos devem coexistir. De maneira análoga, o romance “Clara dos Anjos”, escrito por Lima Barreto, relata uma sociedade desarmônica, a qual evidencia a luta da personagem Clara contra os esteriótipos raciais.

No século XX, surge a “camarotização”, cuja delimita o espaço entre os abastados e os de pouco recurso em cinemas, shows e outros. Esse fenômeno configura a ineficiência da igualdade entre as distintas classes econômica, logo a democracia no país só é válida na teoria. A partir desse fato, é notório que há uma marginalização da população pobre e os espaços de lazer são cada vez mais restritos aos ricos. Da mesma forma, a composição musical “Xibom Bombom”, da banda As Meninas, narra: “(…) o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre.”, manisfestando a crescente assimetria entre as classes.

Em virtude dos fatos mencionados, faz-se necessária a contratação da população negra, para os mesmos cargos que os bracos exercem, por empresas públicas e privadas, partindo da conscientização dessas a respeito da desigualdade racial, através de campanhas midiáticas. Ademais, somando a divulgação anterior das mídias, os órgão de eventos poderiam efetivar sistemas de cotas, os quais permitissem a acessibilidade dos indivíduos de baixa renda ao lazer. Dessa forma, seria combatido a segregação dos diversos grupos sociais brasileiros e haveria maior igualdade entre os cidadãos.