Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
Durante um grande período da civilização as pessoas foram divididas entre aquelas que teriam mais privilégios e aquelas que não, se no passado essa separação teve como fator os laços sanguíneos, à partir do século XV com a decadência do sistema feudal e o surgimento do capitalismo a nova divisão é entre aqueles que obtém o capital e aqueles que não, no Brasil no século XXI essa segregação das classes sociais estão cada vez mais crescentes.
No livro “A utopia”, Thomas Morus descreve uma sociedade ideal onde não havia distinção de riquezas e os serviços públicos era uma realidade, ao contrário da obra do filósofo no nosso país a desigualdade de renda se torna cada vez mais divergente o que aumenta ainda mais essa distinção, estudos afirmam que a falta de educação é um dos principais fatores para a alta desigualdade de renda, logo com a falta para com os serviços públicos como as escolas se torna cada vez mais difícil uma equiparação das classes.
Além disso há um fator histórico no nosso país para a segregação de classes já que com a abolição da escravidão em 1888 as pessoas negras não tiveram apoio para tentarem se estabelecerem na sociedade, pesquisas do IBGE mostram que a porcentagem de escolaridade de pessoas brancas é o dobro de pessoas negras e pardas, assim a segregação social no Brasil está diretamente ligada as características da formação da sociedade brasileira, tal como disse Gilberto Freyre em sua obra “Casa Grande e Senzala”.
Portanto a segregação racial no Brasil é algo que existe e que tem fatores que a fazem cada vez mais presente no país, por isso o governo federal deve tentar combater com políticas de melhoramento dos serviços públicos, em especial a educação, para tentar equiparar as chances das classes sociais mais baixa com as da mais altas, além disso há uma reparação histórica que deve ser mais atenuada por meio das cotas raciais e projetos para explicar o porquê essa reparação é necessária, assim será possível uma sociedade um pouco mais perto daquela que Thomas Morus descreveu como perfeita.