Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 01/05/2020

Ao afirmar, “se queres prever o futuro, basta estudar o passado”, o filósofo polonês Confúcio fez, de certa maneira, uma comparação entre o passado e o futuro. De fato, ele estava certo, pois a segregação de classes sociais vista na contemporaneidade no Brasil não é um problema atual. Prova disso é que desde a colonização no Brasil a sociedade tem sido dividida e segregada em detrimento das minorias e seus interesses. Assim como, hodiernamente, as adversidades ainda persistem, seja pela falta de um sistema educacional eficiente, seja exclusão tecnológica que dificulta o avanço desses indivíduo. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter tal problemática e mudar o cenário social brasileiro

Em primeiro lugar, é importante salientar que, o sistema público educacional brasileiro, tornou-se ineficiente, enquanto ferramenta de evolução social. De acordo com Paulo Freire, importante educador e filósofo brasileiro, uma sociedade sem educação é uma sociedade obsoleta, isso porque, para o filósofo, somente a educação pode ser usada como meio evolutivo de uma sociedade. Logo, em um país onde a educação pública é precária, a segregação das classes mais baixas, que não possuem condições financeiras para pagar por um bom ensino, é inevitável, pois, como afirmou Paulo Freire, a educação é o único meio evolutivo entre as classes sociais.

Ademais, segundo Pierre Lévy, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Logo, analisando a frase do pensador da área de tecnologia e sociedade e relacionando-a ao tema, nota-se que uma das causas que influencia a segregação social é, ironicamente, o avanço tecnológico no mundo globalizado. Dessa forma, à medida que as atividades econômicas e sociais vão se tornando cada vez mais dependentes das tecnologias, cria-se, automaticamente, uma ferramenta de exclusão e segregação de classes, classes essas que carecem de informações e acesso ao “novo”, impossibilitando, mais uma vez, o crescimento pessoal, que permite o avanço intelectual, cultural e social das massas.

Portanto, em detrimento dos fatos supracitados, urge que medidas sejam adotadas para que o quadro social brasileiro possa ser revertido. Desse modo, é importante que o Governo Federal, em parceria com o MEC ( Ministério da Educação), busque ações para minimizar a situação apresentada, realizando, por meio de recursos destinados para a educação e tecnologia, uma reforma na estrutura da educação pública nacional, aderindo a todas as escolas novas metodologias de ensino e salas providas de tecnologias, como computadores e internet, para que todas as classes sociais tenham as mesmas oportunidades que àqueles providos de privilégios que gozam do ensino privado. Dessa forma, a segregação social evidenciada no Brasil diminuirá de maneira exponencial.