Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 11/05/2020

O filme ``Parasita´´ relata a história de um jovem contratado por uma rica família para lecionar inglês e que se espanta pela diferença socioeconômica entre eles. Fora do universo fictício, a segregação entre classes é um fenômeno que afeta os indivíduos brasileiros e precisa ser extinguido.

A regionalização no Brasil - que iniciou-se no governo do ex-presidente Getúlio Vargas -  deu-se de forma desigual, os centros que foram formados tornaram-se locais mais caros e a parcela da população que não tinha condições financeiras construiu moradias nas periferias, lugares distantes que não tem uma satisfatória infraestrutura. Assim, as camadas mais desfavorecidas foram excluídas das atividades culturais, apresentaram dificuldade de locomoção e também com relação ao saneamento básico, o que acentua a diferença entre classes.

Ademais, com a pandemia do novo Coronavírus, milhões de brasileiros tiveram que ficar em casa e, entre eles, vestibulandos. Sem aulas, a forma de estudar passou a ser online mas, de acordo  com o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), certa de 30% da população brasileira não tem acesso à internet. Com isso, jovens  têm seus estudos comprometidos pela falta de recursos, aumenta-se  desigualdade entre a concorrência e há a diminuição da possibilidade de ascensão social para os menos favorecidos.

Destarte, cabe ao Ministério Público e o Governo Federal promover iniciativas para a diminuição da segregação existente no país a partir de investimentos no setor público e acordos financeiros que visem possibilitar oportunidades para todas as camadas sociais para construir  uma sociedade mais justa e igualitária e fazer com que histórias com as do filme se mantenham na ficção.