Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
Distopia de George Orwell
Entre o início da Idade Média e a Idade Moderna surgiu um sistema político, econômico e social denominado Feudalismo.A sociedade feudal era dividida em três classes: clero, nobreza e servos. No entanto, os extratos sociais privilegiava o clero e a nobreza enquanto desfavorecia os servos.Tal circunstância configurava um enorme problema, haja vista que a mobilidade social era inexistente, ou seja, durante todo o percurso da vida o indivíduo raramente modificava sua condição social. No Brasil, apesar do avanço significativo ao que tange à erradicação da sociedade estamental da época, a sociedade hodierna ainda enfrenta obstáculos com a estratificação social seja pelo aumento da desigualdade social, seja por limitar o acesso à informação.
Em primeiro plano, a diferença econômica entre grupos potencializa a segregação social na sociedade brasileira.O filme “O Poço”, relata um mundo distópico sobre a realidade de prisioneiros que vivem em um presídio vertical e a alimentação é distribuída por um elevador em que os andares superiores as pessoas recebem fartura de alimentos, entretanto,os indivíduos dos andares inferiores se alimentam dos restos que sobram dos andares de cima.De forma análoga, a comida representa o dinheiro e a postura das pessoas que estão nos andares superiores ratifica que a natureza humana é má e egoísta. Desse modo, é indubitável o privilégio concedido para os afortunados em detrimento da marginalização dos menos favorecidos.
Além disso, a separação de classes impacta o aumento da desinformação no Brasil. A obra literária “Revolução dos Bichos” de George Orwell faz uma análise crítica ao poder de manipulação por intermédio da liderança devido a maior capacidade intelectual dos porcos em relação aos outros animais. A distopia de Orwell pode ser aplicado na sociedade atual, haja vista que os brasileiros são bombardeados de exclusões sociais como a negligência de qualidade de ensino nas redes públicas, o abismo entre instituições de ensino privadas e públicas, a exclusividade de atendimento em “shows” para aqueles que possuírem maior condição financeira e o tratamento deplorável com pessoas de menor recurso. Nesse sentido, medidas são necessárias para amenizar o impasse.
Infere-se,portanto, que a segregação entre classes configura um grave problema no país.A fim de erradicar a problemática, o Ministério da Economia deve adotar políticas públicas por meio da promoção de oferta de trabalho e diminuição da concentração de riquezas nas mãos de poucos.Outrossim,o Ministério da Educação poderia ampliar a inserção de alunos em universidades públicas por intermédio de exames de qualificação e admissão mais justos para democratizar o ensino.