Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 01/05/2020
O Bota Abaixo foi um conjunto de reformas urbanas implementadas no Rio de Janeiro do século XX. À princípio eficaz, mas uma análise aprofundada revela um grande número de pessoas desabrigadas e abandonadas pelo Estado. Assim, surgem as favelas, um exemplo claro do que a segregação de classes causou no Brasil: tanto o egoísmo da classe alta, quanto a marginalização da classe baixa.
Com a CF/1988, o Estado Democrático de Direto é incluído na legislação. É por meio dele que é assegurada a dignidade da pessoa humana. Em contrapartida, nas favelas não há sequer condições mínimas como saneamento básico e segurança. Logo, além de não terem seus direitos fundamentais, geralmente as pessoas dessas comunidades tem famílias desestruturadas. Logo, é difícil compreender que pessoas marginalizadas, desassistidas pelo Estado e sem perspectiva se revoltem e entrem na criminalidade?
Durante a graduação em Antropologia, por exemplo, o trabalho de campo é visto como essencial para compreender realidades distintas. Analogamente, somente com a convivência social entre pessoas de diferentes origens é possível enxergar a sociedade como um todo, suas principais necessidades, maiores problemas e sobretudo enxergar o outro como um ser que deve ter sua dignidade humana respeitada. Uma sociedade democrática é aquela em que a população se une em nome de um objetivo comum: desenvolvimento de todos, pois quando o país melhora socialmente, toda a população melhora também.
Portanto, a segregação de classes acarreta em prejuízos na segurança pública, no descumprimento da legislação e no desenvolvimento da nação. Logo, deve ser criada uma lei nacional que exija como pré-requisito para ingresso em Instituições de Ensino Superior Públicas/Privadas e assumir cargos públicos ser voluntário em ONGs ou programas que auxiliem pessoas marginalizadas, deficientes, idosos etc. Desse modo, ocorrerá a sensibilização quanto à importância de não segregar, mas unir, assim como a formação de cidadãos conscientes quanto à realidade que o circunda.