Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

Segundo o Art. 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), todos são iguais em dignidade e direitos. Contrário a isso, no Brasil, a desigualdade social e de direitos se faz cada vez mais crescente. Nesse contexto, locais no qual outrora havia a fusão de classes, estão hoje segregados, como em uma separação química, de água e óleo. Com isso, criou-se a “camarotização” dentro de vários setores na sociedade.

Ademais, o filósofo Rousseau diz que “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. De fato, atualmente não é mais possível observar as diferentes classes frequentarem os mesmos lugares. Assim, escolas, condomínios, academias, festivais, etc. são diferentes classificados como exclusivos, e isso tudo, reflete no fortalecimento da “camarotização”, fazendo com que a democracia não cumpra seu verdadeiro papel integrador.

Outrossim, em uma de suas célebres canções, Cazuza diz, “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Analogamente a esse pensamento, é possível observar como a hierarquização existente nos antigos Impérios e Monarquias se faz presente na “democracia” atual. Dessa forma, não é de se assustar se houver alas reservadas em supermercados ou igrejas, já que os demais ambientes já são distintos.

Destarte, é plausível que medidas sejam adotadas para reverter essa problemática. Para isso, o governo, órgão que rege o país, deve criar espaços de integração das classes sociais. Além disso, pode criar mais programas de incentivo a estudantes de baixa renda à cursos de graduação e ensino regular em redes particulares de ensino, bem como, aumentar os investimentos em educação, saúde e transporte. Fazendo com que assim, os níveis de equidade ultrapasse os níveis de desigualdade e o direito expresso na DUDH abranja a todos, sem distinção.