Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 10/05/2020
O filme espanhol “O poço” , lançado em 2019, se passa em uma prisão, onde as celas estão em um prédio com inúmeros andares, a comida é distribuída em uma plataforma que desce de cela em cela, e assim, enquanto os primeiros comem o quanto quiserem, os últimos se alimentam de restos, vivendo em condições desumanas, nos quais alguns se submetem ao canibalismo para sobreviver. Sob esse viés, compara-se essa segregação do filme com a realidade brasileira, onde as pessoas que estão nos andares mais altos seriam a classe alta privilegiada do brasil, e as classes de baixa renda, seriam os que estavam nos andares inferiores na prisão. Assim, denota-se que, não só a ma distribuição de renda, mas também a cultura do consumismo são as causas dessa mazela social.
Diante disso, a respeito da concentração de riquezas na minoria da população brasileira, cita-se o sociólogo Karl Marx, que, critica divisão de classes consequente do meio de produção capitalista, as quais foram denominadas por ele de classe dominante (detentora desse meio de produção) e classe dominada (produtores). Em vista disso, indubitavelmente essa critica marxista cabe a discrepância de classes vivida na atual realidade do Brasil, já que as pessoas carecidas economicamente que vivem em periferias e locais precários são aquelas que produzem, e a alta sociedade é a consumista que reside locais de luxo, geralmente isolados daqueles que são desprovidos de uma renda sustentável.
Ademais, em relação a forma consumista de se viver, aborda-se o documentário “Minimalismo: um documentário sobre as coisas importantes” que condena o consumismo e mostra maneiras alternativas e simples de se viver. No entanto, observa-se que capitalismo, por meio de propagandas, populariza a ideia de que quem compra é feliz, fortalecendo assim, a ideia de que pessoas pobres são infelizes. Ou seja, esse estilo de vida cria uma barreira entre as classes sociais do Brasil, resultando na ideia de que as pessoas carentes são inferiores as pessoas que podem comprar essas “felicidades”.
Logo, perante a segregação de classes no Brasil, é dever do Ministério da Cidadania investir na revitalização de espaços públicos de lazer, por meio de parcerias com empresas privadas para adquirir recursos financeiros, com a finalidade de unir pessoas de todas as esferas sociais. Dessa forma, pessoas de todas as classes poderão compartilhar o mesmo espaço, resultando na redução do consumismo e do preconceito as pessoas que não tem condições de consumir.