Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/05/2020
A “Gourmetização” dos espaços é um fenômeno que se tornou comum no dia a dia dos brasileiros, principalmente quando se refere a locais destinados ao lazer. Frisa-se que esta situação se deve, em parte, ao fato da camada mais baixa da sociedade estar conquistando maior poder aquisitivo. À exemplo disso, veja-se que desde 2004, com o governo do Presidente Lula, programas como o Prouni visam possibilitar a formação superior da população de baixa renda, aumentando as chances de melhor colocação no mercado de trabalho e, consequentemente, ampliando as possibilidades de conquistar uma remuneração mais digna.
A partir disto, o proletariado passou a frequentar lugares que antes eram exclusivos à elite da população, seja em universidades ou em eventos sociais e culturais, fato que gerou descontentamento por parte da burguesia brasileira, que insatisfeita com a “mistura” de classes, utiliza cada vez mais de espaços “camarotizados” para reafirmar sua posição superior na pirâmide social.
Destaca-se ainda que a situação supra mencionada, atinge não somente a elite, como também as demais camadas sociais que, influenciadas pelo sistema capitalista, buscam cada vez mais locais que lhe confiram maior status na sociedade.
Neste sentido, pode-se frisar que a falta da consciência de classe influencie diretamente para que a segregação se perpetue. Conforme Karl Marx, o desconhecimento da situação de exploração por parte do proletariado, faz com que eles não se rebelem contra a elite, aceitando as ideologias impostas pela classes mais abastadas.
Em suma, Nelson Mandela já citava que: “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”, neste sentido frisa-se que o melhor meio de conter a gourmetização exacerbada é incluindo no currículo escolar, por intermédio do Ministério da Educação, o tema “Consciência de Classe”, desde as séries iniciais, de modo a fortalecer as camadas mais baixas da sociedade brasileira.