Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 06/05/2020
A teoria da Estigma Social de Erving Goffman, representa de modo atemporal a questão da segregação das classes sociais no Brasil. Segundo ele, vive-se em uma sociedade padronizada, onde aqueles que não correspondem a esses padrões são marginalizados, tendo em vista que esse tal “critério” é o poder aquisitivo, conclui-se que aquele de uma classe menor acaba por ser segregado e excluído de certas “atividades”. Dessa forma, são necessárias soluções para embrandecer essa diferença entre os mais e menos favorecidos.
A priori, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê, como garantia fundamental o direito a igualdade. Contudo, a desigualdade e segregação das classes sociais no país são contrárias ao previsto na legislação. Isso porque, segundo o PNUD, o Brasil é a 7° nação com maior desigualdade no mundo, o que por consequência, acentua-se a diferenciação entre as classes . Além disso, há falta de programas que possam diminuir essa “separação” entra essas condições sociais, logo, ausência de preocupação para “juntar” essas pessoas acaba por ser contrária a lei positivada.
Outrossim, cabe ressaltar que a série brasileira " 3%" ilustra o que foi dito. A trama, discorre de uma sociedade brasileira distópica, a qual é divida em duas localidades (correspondentes a duas classes): o Continente -um lugar de pobreza, caos e fome- e o Maralto - que elucida riqueza e luxúria. Nesse sentido, é possível fazer um paralelo com a realidade atual, pois, apesar de não haver um separação tão “clara” em dois lugares( assim como série) há sim uma divisão das pessoas, principalmente em espaços públicos: estádios, camarotes, aeroportos e etc.De tal forma, os mais favorecidos acabam por ficar no “Maralto” dessas localidades, enquanto os com menos poder aquisitivo situam-se no “Continente”. Assim, esses são exemplos que contrariam a lei e devem ser combatidos.
Portanto é mister que sejam tomadas providências para o amenizar o quadro citado. Dessa forma, para a conscientização da população brasileira a respeito do problemas, urge que Ministérios como o da Cidadania, assim como a Secretaria da Cultura e ONGS, criem por meio de verbas governamentais, campanhas que consigam unir os “diferentes” espaços públicos, onde haveria isenção de valores nos ingressos de show, jogos, cinemas para os de classe mais baixa, além de, facilitar o acesso em espaços “exclusivos”, isso é: espaços “VIPS “, isso, para diminuir essa segregação. Ademais, escolas e famílias devem ensinar desde a infância que e igualdade é fundamental e o correto, para que as crianças cresçam com a deia diferente da de “separação”. Dessa forma, a segregação do ‘Continente” e “Maralto” irá diminuir, e consequentemente levará a uma maior igualdade o que seguirá a prevista lei.