Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
Em 1955, uma ativista negra agiu de tal maneira que marcou não apenas o movimento antirracista, como também a própria história dos Estados Unidos. Qual o ato revolucionário? Nenhum. Rosa Parks apenas permaneceu no lugar em que estava após homens brancos tentarem forçá-la a cedê-lo.
Passadas décadas, e o cenário segregacionista ainda faz parte da sociedade atual. Talvez, atualmente o problema seja ainda mais grave, visto que existem determinadas “explicações” para a existência de tais separações sociais. E devido a essa tentativa de mascarar os fatos, uma crescente “camarotização” vem surgindo nos espaços públicos e privados. A princípio, não vê-se mal algum na possibilidade de pessoas usufruírem de um serviço melhor e mais exclusivo que o das outras, afinal, isso seria o justo para alguém que pagou mais caro. Contudo, os espaços públicos, ao serem considerados os “lugares reservados aos pobres” causam efeitos psicossociais desastrosos, e uma direta relação preconceituosa é gerada com os frequentadores do local.
Portanto, é necessário que ocorra uma gestão mais eficiente dos recursos governamentais, de forma que nenhum cidadão tenha de ceder seu lugar a algum outro mais privilegiado. Os espaços de serviço e lazer públicos precisam ser frequentados por todas as classes sociais; e isso só é possível quando a qualidade dos mesmos é comparada à da rede privada.