Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

O Brasil, desde sua colonização, está repleto de diferenças de elite e exploração. Antes expressas por colonizador e colonizado, nativo e europeu e pretos e brancos, hoje em dia podem ser observadas pela segregação das classes sociais. Tais peculiaridades históricas tornaram a cultura Brasileira uma de individualismo e egoismo para com a sociedade, causando assim nos tempos contemporâneos ocorrem diversos conflitos entre os próprios brasileiros.

Primeiramente, pode-se destacar que um dos primeiros indícios do afastamento de elites foi o voto. Durante o voto de cabresto, no qual o voto não tinha sigilo, pode-se dizer que a democratização era quase nula. Segundo o historiador Gabriel de Cardoso, formado em história na renomada UFSC, “Era um curral político no qual as elites sabiam sempre quem ia ser eleito”, ou seja, os coronéis faziam pressão nos eleitores para que fossem eleitos. Ou seja, desde o começo da república, os brasileiros hão de pensar de forma que apenas suas necessidades importem.

Consequentemente, com o passar do tempo esta divisão de interesses aumenta gradativamente, de forma que nos dias atuais o poder de certos grupos que pensam apenas no próprio bem estar afeta o resto da nação. Como por exemplo é o caso da agropecuária, um dos maiores mercados brasileiros cujo ministro se nega a reduzir o uso de agrotóxicos, estes que, segundo a OMS (Órgão Mundial da Saúde), “são registradas 20 mil mortes por ano devido o consumo de agrotóxicos.” Por defender o bolso dos grandes proprietários de terra do país, o governo condena a maior parte pobre da população que além de desinformados não possuem outra saída devido ao alto valor de alimentos orgânicos.

Portanto, observa-se que a desvalorização do brasileiro pobre possui raízes políticas e para que este seja tratado com valores e oportunidades igualitárias às da classe burguesa, deve ser cobrado que o ministério da educação, responsável pelos conceitos e cultura de aprendizagem dos jovens da nação, proponha que tanto escolas públicas quanto particulares, apresentem no currículo dos ensinos fundamentais e médio, conteúdos relacionados ao funcionamento da política e atividades de agregação cultural de modo que os estudantes vejam o Brasil como um país, de tal modo projetando-se como todos grupos e regiões juntos em mercado e cultura. Apenas desta forma, eleger-se-ão políticos que valorizem todas vidas brasileiras, pois os jovens com tal consciência os botarão no poder.