Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 02/05/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que  a Segregação das classes sociais no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da alta taxação de imposto sobre o consumo, tanto da baixa qualidade de educação que esses indivíduos da sociedade tem. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o a segregação de classes deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a alta taxa de imposto sobre consumo faz com que as pessoas menos favorecidas economicamente paga muito mais percentual de imposto sobre o seu salário do que a outras classes. Visto que toda a sua fonte de renda é destinada ao consumo e subsistência .

Ademais, é imperativo ressaltar a baixa qualidade de educação pública que esses indivíduos tem como promotor desse problema, sendo que isso implica diretamente na carência de mobilidade social que o país tem. De acordo com a OCDE, O Brasil esta na  em vigésimo nono em um ranking de trinta países latinos na questão de mobilidade social, e isso pode ser facilmente justificado com o fato de que, apenas os mais ricos são capazes de ter uma boa educação básica e sendo assim, de adentrar em uma boa universidade pública. E, considerando que dos vinte milhões de brasileiros mais pobres, quize  milhões são negros, somos acometidos a encarar um outro problema que não passa a ser apenas social, mas também racial. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade Brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a segregação das classes no Brasil, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermediário do estado, será revertido em forma de investimento a longo prazo para que em futuras gerações  as classes de menor favorecimento possam crescer e adentrar a sociedade. Sendo esses investimentos mais focados em educação pública de base para escolas com menos verba. Desse modo, atenua-se-à, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse problema alcançará a Utopia de More.

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