Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 03/05/2020
O cortiço , livro do autor naturalista Alísio de Azevedo, relata como se deu o processo de formação das favelas no Brasil e sua caracterização pautada na condição financeira e ,sobretuto, na cor da pele. Por analogia a essa obra, convém discutir a situação de indivíduos que se encontram ‘‘invisíveis’’ à condição de cidadão ,seja devido uma educação falha, seja pelo inacesso a informação tecnológica . Em tese , deve-se analisar como atua a educação nessa conjuntura e os efeitos dessa situação à sociedade brasileira.
Em primeiro plano, se faz míster pontuar o papel da educação nessa temática. Nesse ponto , o artigo 53 do estatuto da Criança e do adolescente (ECA), prevê à criança e ao adolescente o direito ao ensino de qualidade visando o seu pleno desenvolvimento social. No entanto, a realidade de milhares de cidadãos brasileiros é bem diferente do que se encontra na lei, as dificuldades enfrentadas no ensino público ,por vezes , somam-se à evasão escolar e ao analfabetismo funcional.Desse modo, essas pessoas são afastadas do ambiente de convívio social, se submetendo a empregos mal remunerados,a moradias informais e ao afastamento da cultura de seu país.
Por conseguinte, é essencial recortar as sequelas desse cenário no país. Sob tal perspectiva, o pensador da cultura ,Jason Ferreira, pontua objetivamente a questão ,sedundo ele, não devemos deixar que a diversidade se transforme em adversidade. Haja vista a relevância de um enriquecimento cultural para o desenvolvimento psicossocial dos indivíduos, torna-se claro que ser privado de participar de espaços como o teatro ,shows e diversas manifestações em grupo, visto o status intelectual e financeiro,é uma violação na liberdade de ir e vir dos mesmos.Tudo isso, gera um povo antagônico, egoísta e incapaz de abrir mão de seus privilégios em prol de uma maior interação com realidades diferentes.
O quadro em que se encontra o Brasil frente às diferenças sociais deve ,portanto, ser causa primeira dos agentes de transformação pública e privada.Para atender tais necessidades é de suma importância a acão do ministério da educação ,adotando medidas de longo prazo com vistas a melhorar o ensino público desde o pré-primáro, dessa forma mudando a vida dos alunos em todas as séries e possibilitanto-os melhores oportunidades no ensino superior e no meio laboral. Destarte, cabe ao ministério da cultura, em conluilo com empreas público-privadas, fomentar projetos com o fito de possibilitar que os cidadãos marginalizados tenham acesso ao rico arcabouço artístico que é de todos por direito,agregando à inclusão . Assim, as condições de existência no país se afastarão do universo realista de Aluísio de Azevedo.