Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 11/05/2020

Durante os primeiros séculos de formação e estruturação da sociedade brasileira, a ideia de que negros compunham uma raça inferior e por isso deveriam ser escravizados, se consolidou, trazendo prejuízos históricos ao país. Hodiernamente, a segregação tem sido observada no Brasil em vários segmentos, sobretudo no social. Nesse contexto, há alguns fatores que precisam ser ressaltados como: a desigualdade na formação da sociedade e a falta de distribuição de renda de forma igualitária entre os cidadãos, sendo um obstáculo que precisa ser superado.

Em primeiro plano, vale destacar que segregacionismo é uma política que consiste em dar tratamentos diferentes a indivíduos pertencentes a outras origens, porém, que vivem em um mesmo país. Nesse sentido, podemos observar que o ato de segregar, no Brasil, tem razões históricas, uma vez que, mesmo após a abolição da escravidão, os grandes centros eram ambientes para as elites e o negro, desamparado, era forçado a se aglomerar nas periferias. Isso desencadeou separação econômica, trouxe estereótipos quanto a quem era melhor e pior e também fragilidade na noção de alteridade e empatia.

Além disso, a concentração de renda existente entre indivíduos mais abastados economicamente tem sido um fator considerável na divisão e segregação social. De acordo com matéria publicada na Carta Capital, apenas 1% da população brasileira, que é a mais rica, embolsa 28,3% do PIB nacional, mostrando que os avanços econômicos e sociais são mais difíceis devido à desigualdade. Como consequência, os mais abonados têm acesso a melhores escolas, lazer, saúde, moradia, entre outros, tendo uma clara divisão daqueles que não podem desfrutar dos mesmos benefícios.

Diante do exposto, torna-se evidente que medidas sejam tomadas a fim de minorar a segregação das classes sociais no Brasil. Dessa forma, cabe ao Ministério da Cidadania destinar recursos para proporcionar obras de saneamento básico, energia e construção de postos de saúde em áreas periféricas, garantindo condições básicas de infraestrutura social. Também deve, através de incentivo fiscal, estimular o desenvolvimento de centros de comércio nessas áreas, com o objetivo de conceder melhores oportunidades de ascensão econômica aos moradores das comunidades carentes. Dessa forma, a democracia brasileira será efetiva na prática.