Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 07/05/2020

Na contemporaneidade, todos os grandes centros urbanos possuem um arranjo espacial fracionado, isso significa que existem várias partes que compõem o todo, no entendo, muito se discute a respeito da segregação racial no brasil. Existe uma certa confusão no que diz respeito a classe e cor que estudiosos e sociólogos não sabem dizer ao certo se as pessoas passam por discriminação porque são pardas e negras ou porque são pobres. Outrossim é a estória de que não existe racismo no brasil e que a sociedade brasileira é cordial no que diz respeito a esse assunto.

Ainda impera em nosso país a ideia que negros e brancos vivem em plena harmonia, em parte essa noção encontrou respaldo na obra “casa grande e senzala”, de Gilberto Freire. E apesar das redes sociais terem repensado profundamente a teoria de Gilberto Freire. Muitos ainda insistem em sua validade.

Estudos realizados mostram que no brasil as chances de ser pobre, encarcerado e morto são muito maiores para a população negra. A distância que separa negros e pardos dos brancos dessa forma fica muito mais evidente, mas se nada disso convence os defensores da democracia racial, é recomendado que os mesmos percorram escolas particulares, restaurantes mais caros, academias imponentes, a escritórios aclamados e que visite os hospitais e veja quantos médicos negros consegue identificar. Depois disso que confirme sua hipótese fazendo a mesma observação nas escolas e hospitais públicos, nas comunidades de pessoas de baixa renda e que deem seus olhos a oportunidade de vislumbrar a realidade do  brasil.

Portanto fica evidente a importância de medidas a fim de mitigar esse cenário, o sistema de cotas seria um deles para começar a reparar essa divida histórica que o brasil tem com os negros e pardos. Além disso, é imperioso o Governo Federal junto aos Estados e Municípios criar programas de inclusão social para população periférica como os de valorização da cultura afrodescendente, profissionalização, esporte e lazer. Só assim poderemos resolver o impasse de classe e de cor.