Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 13/05/2020

O defunto-autor da obra de Machado de Assis, Brás Cubas, diz que não teve filhos para não prosseguir com a miséria da nossa sociedade. Saindo da esfera literária, hodiernamente, a segregação das classes sociais se tornou cultura e está intrínseca na mentalidade inerte da população brasileira. Dessa forma, surge a problemática da exclusão social, seja pela negligência governamental, seja pelo individualismo.

É primordial ressaltar, a princípio, que segregação das classes sociais burla dogmas constitucionais. A Constituição Cidadã de 1988 garante a isonomia e a segurança a todos os cidadãos. Nessa perspectiva, vale salientar a inescrupulosa execução do poder Legislativo e do poder Executivo, órgãos responsáveis pelo preceito de aplicação e atuação do direito e da justiça. Sob este fato, é evidente que a insuficiência de leis protetoras e a falta de investimento na questão é o aspecto de exuberante relevância na indiligência destas instituições. Desse modo, ferindo o direito, a justiça e a democracia. Nesse contexto, torna-se evidente que a lei da Carta Magna não sai do papel.

Outrossim, outro fator de suma importância é que o caráter egocêntrico da corporação fomenta o impasse. Esse panorama é explicado pelo sociólogo Michel Foucault em sua obra “Microfísica do Poder”, no qual o poder é dissolvido nas entidades da sociedade, enquanto esses fragmentos coagem os indivíduos a fim de torná-los corpos dóceis. De maneira análoga, nota-se que, em vários âmbitos, o homem de classe alta se avalia superior ao de classe baixa, dessa maneira, contribuindo para a exclusão social da população carente. Por conseguinte, vê-se que estes não têm lugar no mercado de trabalho. Destarte, é explícito que isto corrobora para a construção de um cenário desafiador.

Infere-se, portanto, que a segregação das classes sociais é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover palestras mensais nas escolas, ministraras por sociólogos, abordando os fatores contribuintes para o agravamento do problema e como erradicá-lo, para que haja inclusão da população carente na sociedade. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação deve produzir vídeos curtos para serem exibidos em plataformas de streaming, alertando sobre os malefícios da segregação, com o fito de conscientizar a corporação sobre este fato relevante no mundo. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente e isonômico.