Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

No filme “O menino que descobriu o vento”, o personagem principal vive uma luta constante no acesso a educação, que na longa metragem, só tinha esse achegamento ao conhecimento aquele o pagasse, logo, enfatizando uma diferença entre classes sociais. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, cenas como essa são comuns ao destacarmos o bairro Morumbi, bairro nobre de São Paulo, juntamente com Paraisópolis, maior periferia da capital, divididos por um muro. Isso ocorre devido a divisão indireta de classes no Brasil, problema enraizado desde a chegada da Coroa Portuguesa ao país.

Segundo o jornal El País, ricos e pobres seguem cada vez mais separados no seu cotidiano, isso ocorre devido a grande diferença econômica. Ao colocarmos em pauta a criação de novas lojas ou shoppings, o critério seletivo para construção desse é: Onde há maior concentração financeira. Logo, ocorrendo indiretamente uma seleção do público frequentante, como a loja Yachtsman, que tem varias unidades concentradas no bairro Jardins, bairro de classe alta da capital, mas uma unica construção na Zona Leste, local onde tem-se populações de classe média/baixa.

Além disso, é notório a segregação de classes ao destacarmos os valores entrada para determinados eventos, como jogos de futebol. Quando o Brasil sediou a Copa do Mundo em 2014, embora tenha ocorrido jogos na Zona Leste de São Paulo (Arena Corinthians), os valores do ingresso da exibição tinham-se por base de novecentos reais por pessoa, dessa forma deixando nítido a inviabilidade do acesso ao  brasileiro da classe baixa, que sobrevive mensalmente com um salário mínimo. Nesse sentido, nota-se que essa divisão, ocorre em vários âmbitos, principalmente cultural e educacional, prejudicando então aqueles menos favorecidos economicamente.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para resolver a segregação de classes no país. Para isso, primeiramente o Ministério da Educação juntamente com o Ministério da Cultura deve promover a inclusão social, através de sessões de cinema e palestras educacionais gratuitas, afim de atingir a camada mais carente da população levando entretenimento e conhecimento a esses, além da redução de valores na entrada de exibições atrativas para aqueles pertencentes a baixa renda. Somente assim,  as camadas mais carentes do país usufruirão da cultura e educação, na mesma proporção que outro brasileiro, assim garantindo o inicio de uma inclusão social, seguida de inclusão educacional e cultural.