Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

Na África do Sul, o regime Aparthaid durou cerca de 50 anos, tempo em que havia divisões sociais entre negros e brancos, marcando profundamente a sociedade da época. No entanto, no Brasil, há uma segregação preocupante referente às classes sociais, pois há privilégios para algumas e, consequentemente, a marginalização da população de menor poder aquisitivo.

Ao decorrer do Segundo Reinado, 1850, houve a promulgação da Lei de Terras, a qual impediu o acesso de estrangeiros, índios e ex- escravos à terra. Entretanto, a desigualdade social referente " ao campo" não se restringe ao passado brasileiro, visto que, atualmente, segundo dados do jornal “G1”, cerca de 50% dos latifundiários do país se encontram com 1% da população mais rica do Brasil, os quais, privilegiados, possuem máquinas e insumos para aumentar a produção, se tornando competitivos no mercado agrícola, fazendo com que os pequenos produtores rurais, sem incentivos, não consigam competir, tendo, então, que praticar o êxodo rural. Assim sendo, é relevante notar que a segregação de classes, infelizmente, é enraizado no país.

Ademais, os cidadãos de menor poder aquisitivo são cada vez mais marginalizados. De acordo com o livro " Quarto de Despejo" , da escritora Carolina de Jesus, os moradores da favela do Canindé não possuíam qualquer tipo de auxílio dos governantes, pois não tinham, sequer, água encanada ou tratamento de esgoto. Hoje em dia, contudo, a situação não é diferente, de acordo com a reportagem do programa “Fantástico”, com o avanço da pandemia do coronavírus, as favelas brasileiras estão a merce da própria sorte, uma vez que as autoridades não realizam nenhuma medida de prevenção nas localidades. Desse modo, é evidente que a questão da segregação social é recorrente no Brasil.

Portanto, indubitavelmente, medidas precisam ser tomadas para solucionar o problema da segregação social no país. Para isso, cabe ao Governo Federal ajudar os pequenos agricultores para que se tornem competitivos no mercado. Isso pode ser feito por meio de incentivos fiscais nas compras de máquinas para as propriedades, evitando, assim, a extinção da agricultura familiar no Brasil. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve disponibilizar profissionais como, por exemplo, enfermeiros e médicos para amparar as comunidades frente à COVID-19. Dessa maneira, a segregação social passará a ser menos intensa no país.