Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 07/05/2020
A Revolução Francesa, foi o principal movimento de rompimento e questionamento da organização social vigente da época, pois havia uma grande distinção entre os indivíduos na sociedade, no qual apenas os nobres e o clero tinham poder político e social. Nesse contexto, não há dúvidas de que a segregação das classes sociais no Brasil é um desafio o qual ocorre, infelizmente, devido não só a negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.
Inicialmente, a Constituição cidadã 1988 garante a igualdade e o bem-estar de todos, independente da classe social, todavia o poder executivo não cumpre com essas obrigações constitucionais. Pois, o governo não promove medidas capazes de remediar a grande segregação social entre os indivíduos, no qual com a falta de um sistema que possa distribuir com eficiência as rendas do estado e descentralize o poder econômico das mãos de alguns grupos sociais, o problema tende a permanecer na sociedade.
Além disso, o preconceito com alguns grupos sociais ainda é um dos principais fatores para a consistência e o agravamento da segregação de classes. Desse modo, os indivíduos são tratados de formas diferentes de acordo com o seu segmento social, logo que a criação de espaços exclusivos e o entendimento de que esses lugares só podem ser frequentados por apenas uma parcela da sociedade, serve para intensificar a marginalização e a descriminação entre as pessoas, algo que é comum, tristemente, no Brasil.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao ministério das Cidades criar um projeto para ser desenvolvido em determinadas regiões do país o qual promova a criação de espaços de lazer com grande infraestrutura, que possa ser frequentados por todos, ainda mais a efetivação de palestras sobre os problemas e as consequências da segregação social. A fim de que a comunidade escolar e a sociedade no geral, por conseguinte, conscientizem-se.