Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 04/05/2020

Nos tempos atuais é comum haver separação entre os mais ricos e as pessoas de menos recursos. Porém, apesar de muitas vezes parecer normal e aceitável, essa segregação traz diversos problemas sociais, entre eles o menosprezo das classes mais baixas e o maior privilégio dos mais ricos. Essa divisão dificulta a convivência entre tais cidadãos, impedindo trocas de experiências e a consciência da realidade dos menos privilegiados.

A segregação das classes sociais está presente desde a educação até o lazer: camarotes, sistema particular de saúde e escolas e faculdades caras são apenas alguns exemplos dessa apartação social. É comum na sociedade atual a ideia de que quem tem melhores condições financeiras pague por serviços de maior qualidade. Esta “necessidade” de pagar por serviços essenciais é problemática pois acaba por privilegiar somente uma pequena parte da sociedade e menosprezar a maioria, sendo que o Estado tem obrigação de propiciar os direitos primordiais a todos.

Além de fazer uma distinção da qualidade dos direitos básicos, a segregação de classes impede trocas de experiências entre os cidadãos: um conjunto de pessoas que vivem na mesma sociedade e que não tem contato criam falsas ideias sobre o grupo oposto, não tendo dimensões do estado de  gravidade em que muitas vezes os menos provilegiados se encontram. Isso também pode ser visto nas artes: no livro Rainha Vermelha da escritora norte-americana Victoria Aveyard, os “prateados” são considerados superiores aos “vermelhos” por terem poderes especiais, sendo os vermelhos obrigados a servirem os prateados e a viverem de forma decadente em palafitas e sem recursos básicos de sobrevivência, sendo que, muitas vezes, diversos prateados não conhecem a forma de vida que os vermelhos levam.

Destarte, o Estado deve promover melhorias nos serviços públicos, tanto estruturais quanto de qualidade de atendimento, fazendo com que se tornem atrativos a todas as classes sociais, por meio dos impostos pagos por todos os cidadãos, a fim de que diminua ou extermine a separação social e haja convivência entre as classes, havendo trocas de experiências, consciência de igualdade entre todos e, consequentemente, o fim do preconceito. Quem sabe, assim, o fim da segregação social de classes deixe de ser uma utopia para o Brasil.