Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 05/05/2020

De acordo com o filósofo iluminista Jean Jacques-Rousseau, “todos são iguais perante à lei, porém é a sociedade que os corrompe”. Nessa perspectiva, a segregação das classes sociais evidente no Brasil é um desafio proveniente do preconceito exacerbado da sociedade e da negligência governamental quanto a eficácia nas leis de respeito vigentes do país.

Em primeiro plano, cabe analisar efetivamente o desrespeito empregado de indivíduos uns com os outros por constituirem classes sociais diferentes. Nesse viés, segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social age como modo de agir e pensar exercendo influência na sociedade. Dessa forma, a alta sociedade brasileira é responsável por propagar o fato anômico que define as classes mais baixas como preguiçosas e irresponsáveis para a vida brasileira, favorecendo assim a contínua segregação social.

Além disso, a Constituição Brasileira de 1988, através de seu artigo 227, dispõe a garantia do respeito aos indivíduos por meio do Estado. Desse modo, é válido ressaltar a negligência ao lidar com esse direito, uma vez que a segregação entre classes sociais acontece constantemente no país e afeta de maneira grave a vida dos inúmeros brasileiros que enfrentam dificuldades de trabalho e reconhecimento devido à segregação e a falta de intervenção/atenção estatal.

Destarte, mudanças são necessárias para resolver tal problema na sociedade brasileira. Logo, o Ministério da Educação - órgão do Governo Federal - deve promover palestras nos diversos municípios brasileiros por meio da participação de ativistas a fim de propagar o respeito entre as pessoas independente de classes sociais. Ademais, é de suma importância que o Poder Judiciário - responsável por aplicar as leis no Estado - gere uma maior fiscalização de tais leis e de suas aplicações no país, além de julgar e oferecer multas para os desobedientes. Assim, a sociedade não corromperá as igualidades brasileiras.