Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 04/05/2020
República Oligárquica foi o momento em que o Brasil esteve na mão dos setores das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais. Por serem os estados mais ricos e populosos, tinham domínio da opinião pública, o que permitiu a permanência desses no poder e a ascensão da elite agrária perante as outras classes. Nesse momento houve uma grande segregação social, que piorou com a divisão socioespacial advinda da formação de bairros operários construídos durante o processo de industrialização nacional. Nesse sentido, há uma preocupação com a segregação de classes sociais no Brasil. Isso se deve ao à má distribuição de renda e falta de educação de qualidade a todos.
No que se refere á divisão do dinheiro pátrio diante os cidadãos, observa-se a avaliação da produto interno bruto per capita do ano de 2017, correspondente a 31.587 reais. Apesar desse ser a renda anual estipulada para cada habitante brasileiro, a maioria da população recebe salários mínimos ou estão na margem da pobreza. Assim, os maiores faturamentos se concentram em uma minoria de indivíduos que frequentam ambientes reservados e caros por se sentirem superiores, o que monopoliza o comércio e a política.
Quanto ao ensino qualificado, cabe ressaltar que, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, apenas 21% dos brasileiros tem diploma de ensino superior, sedo que 3/4 estudam em redes privadas. Logo, empregos em industrias de ponta que exigem maior formação acadêmica oferecem poucas chances a populações mais carente que ficam estagnadas em serviços inferiores sem muitas oportunidades de crescer. Dessa forma, diferentes classes socais convivem cada vez mais dividas em âmbito econômico e social.
Desse modo, a segregação de classes sociais no Brasil afeta o convívio harmônico da sociedade. Por isso, deve ser enfrentada por órgãos competentes de maneira eficaz. Assim, cabe ao Ministério Público em conjunto com o Poder Executivo, promover uma melhor distribuição de renda da acordo com a posição da cidadão que recebe salário mínimo, avaliando critérios como números de integrantes familiares e horas de serviços prestadas. Exigindo, mesmo de indústrias privadas, salários que enquadrem a estrutura social do profissional, aumentando 70 reais na comissão mensal para cada membro da família que não trabalha. Assim, as chances de mobilidade social em classes mais pobres aumentará e haverá um convívio mais mesclado em todos os ambientes.