Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

Inquestionável dizer que, ao decorrer de toda a história, sempre existiram as classes sociais e suas distinções. Sempre existiu a camada da população rica, com propriedades de terra, com participação política mais efetiva e a camada menos afortunada, que trabalhava para seu sustento. Porém, apesar de todas as distinções, ainda compartilhavam daquilo que era “público”, daquilo que, pelo menos até o momento, ainda era de todos e não apresentava diferenças para as diversas classes sociais.

Em algum momento da história essa situação mudou e passou a existir a desvalorização do que era “público”, para a alta sociedade, ou elite, não era interessante compartilhar espaços e experiência com os de camada mais baixa e sim ter uma vantagem a mais, afinal, em seu pensamento, a sua superioridade deve ser em todas as esferas. Como apresentado nos textos de apoios, a “camarotização” foi se estendendo para diversos setores e foi cada vez sendo um fator essencial na segregação da sociedade.

A consequência dessa “camarotização” exacerbada foi evidente: classes sociais diferentes vivem realidades diferentes, estudam diferente, comem diferente, o entretenimento é diferente e principalmente, têm experiências políticas diferentes.

Existem muitas implicações negativas de todo esse processo, mas uma preocupante é a criação de políticas públicas, se toda a sociedade vive uma realidade completamente diferente, como articular práticas que atendam a todos?

É preciso, prioritariamente, investir nesses espaços comuns, como na infraestrutura das escolas públicas e dos hospitais públicos e estimular o convívio comum, quebrar esse estigma da expressão “do povo”. Logicamente que a quebra de um padrão enraizado pede, também, o impulsionamento da conscientização social nas escolas e na mídia. O “público” deve ser excelente para que a segregação social diminua e todas as camadas possam usufruir do que é, literalmente, para todos!