Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
Discutido por inúmeros filósofos, políticos e sociólogos ao longo da história, a desigualdade social brasileira parece um circulo vicioso que se perpetua através das gerações.
A partir da colonização europeia, surge no país dois ciclos de segregação social, motivadas pelo racismo e eurocentrismo, brancos escravizaram os indígenas brasileiros e em seguida trouxeram negros oriundos da África para também escraviza-los aqui.
Com o fim da escravidão em 1888, negros agora livres em geral não tinham acesso à educação, lazer ou cultura e consequentemente ficaram sujeitos a trabalhos com menor remuneração, o que abriu espaço nas nossas cidades para o surgimento das periferias que continham majoritariamente uma população negra, pobre e sem acessos.
Durante a expansão industrial no sudeste, no século XX, impulsionaram-se movimentos migratórios internos vindos do Nordeste, Centro-oeste e interior para as capitais e regiões metropolitanas onde se concentravam muitas fábricas e industrias mas muitos desses que compunham a nova força de trabalho não tinham qualquer tipo de formação escolar, buscando melhores condições de vida para sua família recebiam salários menores por conta de suas origens e sua condição de educação.
A segregação atual não é explicitamente racial ou étnica, e sim financeira, mas reflete todo o histórico da sociedade, um exemplo disso podemos ver em estádios de futebol que são uma unidade cultural brasileira, a separação dos ricos nos camarotes e dos pobres nas arquibancadas , um perfeito reflexo de como é a sociedade brasileira.
O primeiro passo para uma diminuição da segregação social é reconhecer que isso existe e é um problema e também identificar suas causas,que no Brasil se perpetuam desde a chegada lusitana em território nacional. Embora não possamos mudar nossa história, devemos aprender com ela e começar hoje agir para que isso não continue se repetindo.
É preciso uma ação conjunta e duradoura entre Ministérios da Educação e do Trabalho, os governos estaduais e as prefeituras com um maior investimento em educação e criação de postos de trabalho por meio de investimentos e incentivos do Ministério da Fazenda na indústria, comércio e consumo interno e distribuição mais equilibrada das riquezas do país entre seus cidadãos promovendo e garatindo uma real mobilidade social.