Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Quando se discute a questão da segregação das classes sociais, percebe-se que é um problema grave. O sistema econômico capitalista, que surgiu há séculos, é dividido em duas partes: a dos capitalistas, que são os proprietários dos meios de produção; e os trabalhadores, que vendem aos capitalistas a sua força de trabalho em troca de uma remuneração que garanta a sua sobrevivência. Por essa razão, fica explícita a necessidade de ressaltar o papel do capitalismo como principal causador da problemática.

Em uma primeira análise, é notório que uma maior concentração de renda é detida por um número menor de pessoas. Com o poder aquisitivo dos capitalistas, a classe inferior é marginalizada, acarretando em uma enorme desigualdade social. As duas classes não dividem o mesmo ambiente, não comem das mesmas comidas, não frequentam os mesmos lugares de lazer. Isso acontece devido aos mais ricos se acharem superior a ponto de não aceitarem essa mistura das classes. Logo, ricos e pobres vivem como se estivessem em dois mundos diferentes.

Além desse fator, a invenção de separar os espaços de lazer intensifica a exclusão social da classe inferior. Em um show, por exemplo,  existem vários espaços, cada um com o seu valor e suas vantagens e desvantagens. Um preço alto é cobrado para ficar mais próximo do palco, em um lugar mais confortável, com os melhores atendimentos. Por outro lado, quem não consegue pagar o mesmo valor, fica em um lugar afastado, superlotado, desconfortável e ,muitas vezes, ficam tão longe do palco que nem sequer conseguem enxergá-lo. Ou seja, duas classes distintas, no mesmo show, porém, como se estivessem em lugares totalmente distintos.

Por esses aspectos, percebe-se que o poder aquisitivo influencia diretamente na segregação das classes. Por isso, é importante que o Governo melhore as condições dadas aos marginalizados, não só na educação e na saúde, que são fundamentais para a sobrevivência, como também no reforço das oportunidades de trabalho com salários mais juntos, com o objetivo de ajudar a diminuir a desigualdade social. Além disso, é vital que o Governo invista no lazer dos mais pobres, deixando mais acessíveis as mesmas atividades feitas pelos mais ricos, por meio de valores de meia entrada, diminuição dos valores pagos para quem for de baixa renda, a fim de acabar com as separações nos centros de lazer. Feito isso, ricos e pobres começarão a dividir o mesmo ambiente e a classe inferior não se sentirá excluída, e aproveitará dos mesmos serviços dados a classe alta. Isso não fará com que a segregação de classes desapareça, mas diminuirá, cada vez mais, a desigualdade social.