Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 12/05/2020

Na constituição brasileira de 1988, especificamente no artigo quinto, diz que todos são iguais perante a lei. Entretanto, nesse mesmo país, duas pessoas culpadas pelo mesmo crime podem permanecerem em celas diferentes dependendo do nível de estudo delas, ou seja, mesmo que no meio legal esteja que o Brasil não diferencie as pessoas, aqueles que tem a possibilidade de conseguir uma faculdade se vê mais privilegiado. Portanto, a segregação social pode ser vista por diversos locais, tais como: meio jurídico, interativo e habitacional.

Sobre a questão jurídica, outro fato que demonstra uma segregação social é um problema enfrentado nos presídios. Afinal, dos 800 mil presos em solo brasileiro, cerca de 40% deles não foram condenados ainda, mas continuam presos aguardando seu julgamento. Dentre os que pacientemente aguardam estão uma população pobre que não consegue bancar advogados para agilizar seu inquérito.  Logo, fica evidente como as classes mais afortunadas tem privilégios nesse meio, estes têm acesso a celas distintas, o que já leva a uma segregação, e também boa parte da população pobre se encontra presa, outra forma de afastar os pobres dos ricos.

De acordo com o Filosofo Michael J. Sandel, há uma segregação das classes sociais principalmente nos campos de interação social e habitacional. Estes locais sofreram uma camarotização, ou seja, tornaram acessíveis apenas aqueles que possuem uma certa condição monetária para poder entrar. Exemplo disso são salas Vips em cinemas, que cobram mais caro para passarem o mesmo filme que passam em outras salas, ou durante o Carnaval no qual ricos podem ficar em camarotes, que chegam a custar 1000 reais o dia para ficarem longe das “pipocas” populares. Já no âmbito habitacional, os condomínios são a maior prova de segregação de uma classe, normalmente os moradores tem uma renda muito similar.

Nesse sentido, é notório a existência de segregações sociais no Brasil e para modificar esse cenário é necessário que o Ministério da Justiça desenvolva novas leis e melhore a eficácia do sistema jurídico, mediante de PECs e uma melhora na agilidade dos processos, levando com isso o julgamento dos quase 320 mil presos não condenados . Assegurando com isso uma melhor igualdade entre os presos. Além disso, o Ministério da Cidadania deve criar novos programas de  auxilio, por meio de incentivos para o Ministério fazer tal ação. Pois, como já foi comprovado pelo Bolsa Família, programas assim auxiliam a diminuir a desigualdade, e infelizmente, aqueles que tem privilégios não “abrirão mão” deles, então a população pobre deve conquista-los, com as medidas anteriormente citadas. Assim, diminuindo primeiramente a desigualdade e com ela a segregação social existente.