Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
Durante a República Oligárquica houve o processo de reurbanização do Rio de Janeiro, que culminou em uma segregação física entre as classes sociais da época, proporcionando a expulsão de pobres e trabalhadores da antiga capital do Brasil. Sob esse cenário, pode-se perceber como o Brasil contemporâneo continua realizando esse processo segregacionista em detrimento do bem-estar social, uma vez que as desigualdades sociais e a plutocracia estabelecidas são provas de como essa exclusão social acarreta em efeitos negativos à sociedade. Assim, são necessárias medidas que incluem as classes marginalizadas em todos os âmbitos da sociedade.
Ademais, segundo o sociólogo Karl Marx a origem das desigualdades sociais esta na relação desigual de forças entre o proletariado e a burguesia. Nessa conjuntura, tomando a perspectiva de Marx, é notório como no Brasil hodierno têm-se segregado tanto áreas de lazer como de trabalho entre os ricos e pobres, visto que as classes abastadas é que gozam das forças econômicas e do status social . Dessa forma, pode-se concluir que a falta de acessibilidade das forças sociais entre os mais pobres é o fator principal que corrobora a “camarotização” de estabelecimentos e eventos, acirrando essas desigualdades que impedem o cumprimento da verdadeira democracia.
Sob esse viés, o filósofo e economista inglês John Stuart critica como o governo é submisso aos seus próprios interesses, ignorando as necessidades da sociedade. Nesse sentido, é evidente como a plutocracia -poder político direcionado aos mais ricos- se estabelece ao longo da história brasileira, impedindo a representatividade política dos mais pobres e, consequentemente, segregando socialmente essas classes. Diante disso, o poder direcionado aos mais ricos acaba submetendo o Estado aos seus desejos particulares, culminando no acirramento da exclusão social sob os indivíduos à margem da sociedade.
Em suma, é evidente que ao longo da história foram as classes mais ricas que detinham o poder político-econômico, o que por conseguinte favoreceu o processo segregacionista entre as classes sociais brasileiras. Portanto, cabe ao Governo Federal por meio do Ministério da economia o combate ao processo de “camarotização” dos estabelecimentos, colocando preços justos a todos e incluindo socialmente todas as classes. Além disso, mesmo que haja leis que determinem a representatividade social entre os partidos políticos, é necessário o cumprimento delas por parte desses grupos partidários por meio de severas fiscalizações do STF, combatendo o estabelecimento da plutocracia no país. Assim, com essas medidas o Brasil obterá a redução das desigualdades sociais e o cumprimento da democracia, evitando que se repita o que foi feito no passado pelas Repúblicas Oligárquicas.
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Sob esse viés, o filósofo e economista inglês John Stuart critica como o governo é submisso aos seus próprios interesses, ignorando as necessidades da sociedade. Nesse sentido, é evidente como a plutocracia-poder político direcionado aos mais ricos- se estabelece ao longo da história brasileira, impedindo a representatividade política dos mais pobres e, consequentemente, segregando socialmente essas classes. Diante disso, o poder direcionado aos mais ricos acaba submetendo o Estado aos seus desejos particulares, culminando no acirramento da exclusão social sob os indivíduos à margem da sociedade.