Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

O drama norte-americano de 1997 “Titanic” retrata a história do naufrágio do navio homônimo em 1912, no filme quanto menor a classe mais inferiormente estão hospedados os passageiros, dessa forma os primeiros afetados são os de menos recursos. Similarmente, no Brasil há uma segregação de classes sociais a partir das condições socioeconômicas dos indivíduos, que prejudica os desfavorecidos. Desse modo, é necessário analisar as causas, bem como consequências decorrentes e a devida assistência estatal a fim de resolver a problemática.

Primeiramente é necessário analisar que a separação e o convívio apenas quando obrigatório das classes sociais são assentados na sociedade. Desde os primórdios do corpo social brasileiro, no período imperial, o Rio de Janeiro passou a espelhar-se na urbanização europeia, construindo uma cidade com intuito de ser bela aos olhares estrangeiros e privilegiando os mais ricos, também detentores do poder. Com esse fato os mais pobres, por sua vez, foram se afastando cada vez mais dos grandes centros, vivendo em sobrados ou favelas. Atualmente, em relação às moradias há divisões de bairros por classe ou condomínios, no trabalho por sua vez a hierarquia de cargos quase em sua totalidade se assemelha às classes de cada indivíduo, logo com isso é impossibilitado o convívio social direto. Dessa forma semeiam-se os preconceitos, fato que transcende o caráter econômico.

Por conseguinte, dentre as regalias das classes privilegiadas está o acesso pleno à educação de qualidade. Em 2017, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) constatou, que 91% das instituições de escola pública estavam abaixo da média nacional de aprovação no Enem, tal fator evidencia que há uma discrepância significativa em relação à rede de ensino particular. Uma vez que o ensino é mais eficaz e este é considerado o meio mais idôneo à ascensão social, a curva de desigualdade aumenta direcionando-se à uma sociedade praticamente estratificada estamentalmente.

Destarte, é necessário que o Ministério da Cidadania promova a realização de eventos semestrais por intermédio de feiras culturais, na qual seriam exibidos projetos artísticos e literários com entrada franca e com um único setor, a fim de que haja convívio das diferentes classes, consequentemente gerando identificação e diminuição dos preconceitos. Bem como é preciso que o Ministério da Educação realize crescentes investimentos no ensino público, por meio da capacitação de professores, melhora na infraestrutura e fornecimento de materiais didáticos, circunstância que o igualaria ao ensino particular utilizado pelos privilegiados, pretendendo com isso frear a crescente segregação das classes sociais no Brasil.