Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 10/05/2020
A filósofa brasileira Marilena Chauí defende a noção de democracia como um sistema que garante a igualdade no acesso aos direitos constitucionais. No entanto, o cenário desafiador de combater a discriminação entre as esferas sociais no Brasil contrária na prática a efetivação desse princípio constitucional. Diante disso, nota-se tanto a formação socioeconômica quanto a inoperância estatal em garantir o acesso aos direitos como impulsionadores do imbróglio. Vale ressaltar, de início, a formação econômica do país como causa do problema em questão. Nessa conjuntura, com o avanço da globalização, houve um avanço acelerado do índice de desemprego em todo o mundo, resultado dos avanços tecnológicos que tiraram inúmeros postos de trabalho da população, o que acarretou o crescimento das desigualdades sociais. Desse modo, percebe-se que o avanço do desemprego no Brasil, resultou em uma marginalização das classes com menos recurso, o que por conta de uma diferença econômica ocorre um distanciamento entre as classes. Cabe destacar, ainda, que ineficácia de políticas públicas compromete a resolução do impasse. Essa situação persiste devido às falhas do Estado no que diz respeito ao precário investimento em áreas fundamentais, bem como o despreparo dos cidadãos para ingressarem no mercado de trabalho. Relacionado a isso, o jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, em sua obra, “O Cidadão de Papel”, refere-se a um cidadão com direitos adquiridos, porém não usufruídos, quase sempre por falta de condições fornecidas pelo Estado. assim também ocorre com as classes com menos recursos no país, uma vez que o acesso à saúde, moradia e à educação são constantemente negados pela atual condição de precariedade estatal brasileira. Dessarte, fica clara a urgência na resolução da problemática. Fica evidente, portanto, a importância da atuação das Escolas - como instituições formadoras de opinião -, mediante o debate do tema, com o fito de esclarecer a comunidade sobre a gravidade da situação. Outrossim, assiste ao Estado o dever de aprimorar os programas assistenciais, por meio da reorganização do erário, o qual possibilite de fato a diferença na vida dos cidadãos cuja renda não supre as necessidades básicas; além de propocinar uma educação pública de qualidade para que o acesso democrático aos direitos sejam garantido, a fim reverter esse quadro deletério. Destarte, chegar-se-á ao ideal proposto pela filósofa.