Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 14/05/2020
´´Viver bem é mais importante do que viver´´. Segundo Platão, a qualidade de vida é tão importante de modo que ultrapassa a da própria existência. No entanto, essa não é uma realidade para os indivíduos que sofrem com a segregação das classes sociais no Brasil. Com isso, ao invés de agirem para aproximarem a realidade descrita por Platão, da vivenciada por esses indivíduos, o Poder público e má distribuição de renda, contribuem para que a realidade platônica seja apenas uma utopia.
Em primeiro lugar, é evidente que o Poder público corrobora com o problema. De acordo com a Constituição, é dever do Estado garantir uma educação de qualidade para todos. No entanto, esse fato apresenta-se como uma enorme incoerência, já que, segundo o portal G1, cerca de 35% dos adultos brasileiros não conseguem interpretar um texto. Esse dado pode ser explicado pela má qualidade da educação pública brasileira, o que contribui para que os pobres fiquem cada vez mais pobres e os ricos ,que pagam por uma educação particular, fiquem cada vez mais ricos, aumentando a desigualdade social. Portanto, é evidente que essa incoerência pública, contribui para a segregação social.
Outrossim, vale ressaltar que a má distribuição de renda auxilia na permanência do problema. De acordo com a primeira lei de Newton, um corpo que está em movimento, permanece em movimento até que uma força atue sobre ele. Desse modo, a distribuição irregular da renda é um problema que persiste na sociedade brasileira. Essa afirmação pode ser comprovada pelo fato de que, segundo a revista Época, os 30% mais pobres da sociedade do maior país latino-americano,tiveram seu poder de compra diminuído em cerca de 48%, enquanto os 10% mais ricos, aumentaram seu potencial econômico em 12%. Dessa forma, a distribuição irregular da renda aumenta a segregação social.
Portanto, medidas devem ser tomadas para que o problema seja amenizado. É necessário que o Poder público, em parceria com o Ministério da Educação, torne a educação pública um meio de aproximação das classes sociais no Brasil, através de progamas que além de melhorarem a qualidade do ensino, contribuam para a qualificação profissional da população, aumentando as ofertas de emprego, e diminuindo, com isso, a distribuição irregular da renda. Esses progamas seriam implementados com apoio financeiro de indústrias e empresas privadas. Espera-se que, com essas medidas, a realidade platônica deixe de ser uma utopia, e ocorra uma diminuição na distância que separa as classes sociais brasileiras.