Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 05/05/2020
Em meados do período conhecido como Idade Antiga o povo Aqueu foi dominado pelos Dórios e tornaram-se marginalizados sociais, os Ilotas. No Brasil, a segregação das classes sociais ainda evidencia-se como um problema de grande impacto na sociedade. Atrelados a essa questão encontra-se a desigualdade social e acumulo de riquezas nas mãos de minorias, comprometendo a economia.
O distanciamento de determinadas camadas da sociedade de direitos básicos como a educação gera mais desigualdade entre a população. Segundo o IBGE apenas 61% dos estudantes brasileiros possuem acesso a internet. Esse dado conflitua-se com a atitude tomada pelo Ministério da Educação que decidiu prosseguir com o ENEM do ano de 2020 ignorando medidas de apoio a 49% dos estudantes que não estão recebendo educação EAD. Sendo a educação uma das principais formas de ascensão social justamente os brasileiros de núcleos carentes não conseguem ter acesso a ela, por falta de recursos e investimento do governo.Esta é a exemplificação do funcionamento do ciclo vicioso da segregação das classes no país.
Evidencia-se no Brasil a elitização do conhecimento, já que os brasileiros de menor renda continuam sub-representados nas universidades públicas, sendo 17% segundo o IBGE. Essa segregação do saber apoia-se na exclusão de camadas sociais mais baixas pelo governo. De acordo com Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” No Brasil a segregação social contribui dessa forma para a manutenção do poder e dinheiro nas mãos de poucos. Gera-se a indagação de como as pessoas menos fortunadas vão mudar sua realidade socioeconômica sem acesso a educação.
Conclui-se que o Governo Brasileiro junto ao ministério da educação e o Legislativo devem criar e implementar uma lei onde 30% do dinheiro publico garanta a educação das pessoas de baixa renda.