Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 16/05/2020

O Capitalismo é o principal responsável pela desigualdade social no Brasil. Isso ocorre porque esse modelo econômico transforma cidadãos em consumidores e nessa lógica, o indivíduo com maior pode aquisitivo também goza de maior prestígio social em detrimento dos demais. desse modo, a segregação social torna-se evidente ao perpetuar pessoas de determinada etnia nos mesmos espaços com as mesmas funções.

A princípio é necessário destacar que, no Brasil, as terras sempre foram sinônimo de dinheiro. Logo, foram destinadas para a elite portuguesa, a qual possuía poder econômico para investir em latifúndios. Em contrapartida, a necessidade de mão de obra escrava ocasionou a diáspora africana ao Brasil. Embora a escravidão tenha acabado oficialmente, ainda é possível ver resquícios do escravismo ao fazer uma comparação entre moradias, cargos, acesso a saúde e educação das populações brancas e pretas. Observa-se que a primeira encontra-se em uma posição privilegiada.

Ademais, a segregação social está tão enraizada que já é entendida como algo habitual. Sabe-se que a Bahia é o Estado com maior população negra fora do continente africano. Esse fato, entretanto, não foi o suficiente para impedir que uma turma de Medicina na Federal do Estado fosse completamente composta por pessoas brancas. A constância de histórias como essa corroboram intrinsecamente para conservação de estruturas discriminatórias, as quais impossibilitam o diálogo entre camadas distintas.

Com isso, pode-se concluir que esse cenários possui raízes profundas. Elas não podem ser cultivadas, pois são a origem do problema do corpo social estamental.