Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 11/05/2020
No filme," O preço do amanhã", as classes são divididas, de modo que os ricos vivem em uma cidade totalmente distinta da população carente, separada por pedágios. Logo, a arte como representação da realidade figura os “pedágios” existentes na contemporaneidade, por meio da segregação das classes sociais no Brasil. Tendo em vista, o privilégio de uma em detrimento de outra, consequentemente, a marginalização da baixa camada.
Thomas More, em sua obra “A utopia”, retrata uma sociedade onde vigora a democracia , por intermédio da cultura, direitos e conhecimento. Nessa perspectiva, embora a Magna Carta assegure direitos semelhantes a seus cidadães, sua efetivação se encontra cada vez mais distante da realidade, ao passo que, o privilégio da alta classe, em recorrência da centralização nos grandes polos urbanos de projetos culturais, como cinema, teatros e museus, segregam a comunidade carente de seus direitos básicos, estabelecendo, dessa forma, um retrocesso constitucional.
Paralelamente, há a marginalização da baixa camada, no sentido que existe um “pedágio”,não somente ideológico , mas também físico, como no processo favelização onde os menos abastados se concentram, em grande parcela, à margem da sociedade, vivendo em condições precárias e insalubre. Aspecto abordado por Erasmo de Roterdã, em seu livro “O elogio da loucura” que critica a vaidade e futilidade de uma minoria elitista mediante os problemas das comunidades carentes, o que representa, de modo análogo, a atual conjectura brasileira.
Depreende-se, portanto,a relevância da discussão sobre a segregação de classes no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Cultura e Educação em junção com o Governo promover maior acesso ao saber, por meio de projetos que instalem teatros, cinemas e museus nas periferias, com valor simbólico e programas de acesso a moradia a toda comunidade carente, a fim de promover uma democracia não somente utópica.