Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 11/05/2020

O Brasil é dividido entre raças e classes sociais, que ocorre desde o início da colonização no século XVI, quando os portugueses dominaram os índios nativos, e com a escravidão africana essa divisão ficou ainda mais explícita. Nesse âmbito, nos dias atuais, tal segregação de condição social não acabou, já que as pessoas menos favorecidas economicamente possuem diferentes condições de vida das que têm uma renda maior, e são também excluídas de grandes centros e movidas para as periferias. Portanto, é preciso amenizar essa anomia social.

Primeiramente, é imprescindível salientar que a sociedade dividida em camadas foi intensificada com o capitalismo e a Revolução Industrial. Ou seja, quanto mais as riquezas cresciam, mais a segregação aumentava, e com o passar dos séculos, as periferias aumentavam e com elas a carência de atenção à educação, saúde e segurança. Entretanto, esses são direitos vitais garantidos pela Constituição Federal no seu Artigo 6º que deveriam ser estabelecidos para todos os cidadãos, e como o Estado não cumpre, aumentam as discrepâncias entre as classes sociais. Nesse viés, a sociedade está ferindo a dignidade humana e não cumprindo as normas de conduta estabelecidas, vivendo em uma situação de anomia social, segundo o sociólogo Émile Durkheim, que precisa ser mudada.

Outrossim, não são só serviços de qualidade que são negados aos mais necessitados, mas também espaços que deveriam ser públicos. Nesse contexto, o fenômeno da “camarotização” aumenta no país, isso porque a insegurança produziu uma sociedade mais segregada, e assim condomínios são criados com parques e praças somente para eles indo contra a ideia de democracia. Em adição, o filósofo Michael Sandel corrobora com essa ideia quando citou que é um erro pensar que serviços públicos são apenas para quem não pode pagar por coisa melhor e que isso é a destruição da ideia do bem comum. Logo, a imagem de que somente os shoppings no Brasil são espaços realmente públicos precisa ser mudada, já que ali somos consumidores e não cidadãos.

Destarte, a segregação de classes sociais que ocorre desde o início da colonização não é positiva para o país e precisa ser amenizada. Por isso, para que o Brasil não viva em anomia social é preciso que o Governo, através do Ministério da Justiça e Cidadania, renove os espaços públicos para que sejam viáveis para todas as pessoas, independente da renda. Um meio disso ocorrer é promovendo eventos culturais em praças e parques de bairros, como esportes e jogos. Além disso, os governantes precisam garantir os direitos da Constituição, com qualidade, sem discriminações para todos, por intermédio de melhorias nas escolas públicas e em postos de saúde. Assim, a finalidade de atingir a igualdade será mais possível.