Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 14/05/2020

A Revolução Francesa é um pertinente exemplo da importância da união de diferentes classes sociais, que, no caso, se interligaram para lutar por direitos de interesse comum a todos os cidadãos. Esse cenário porém se contrasta com o vivido no Brasil  atual, onde, por meio da ineficiência estatal, a segregação, ou seja, o afastamento físico e econômico, das classes sociais tem se tornado cada vez maior e mais prejudicial ao funcionamento do Brasil como nação.

A priori é de suma importância que se reconheça o dever do Estado no processo de diminuição da desigualdade, que traz como consequência, a segregação das classes sociais. Como dito pelo politico  e defensor das causas humanitárias Sul-Africano Nelson Mandela, “A democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia”, ou seja, para que a democracia seja de fato igualitária cabe ao Estado a garantia de meios para que todos tenham acesso  a direitos básicos como  os citados na fala do ex-presidente a cima. Dando a todos condições de existência e oportunidades justas, as classes sociais se aproximariam e passariam a viver de maneira mais integrada, frequentando os mesmo espaços e utilizando os mesmos serviços.

A posteriori é necessária uma observação mais profunda sobre as consequências da ineficiência estatal citada no paragrafo acima. Devido a discrepância entre as condições de vida nas diferentes classes sociais é possível visualizar a existência de duas realidades completamente opostas no Brasil, uma que pertence aos ricos, cheia de oportunidades e sonhos, e outra que pertence aos pobres, sufocados por uma existência insalubre. Essa divergência é extremamente maléfica para a nação brasileira de maneira geral, pois resulta em um povo desunido e sem o ideal de pertencimento nacional. Ideal e união esses fundamentais na luta por direitos que deveriam ser intrínsecos a todas as camadas  da sociedade, como a igualdade racial e um Estado que preste serviços de melhor qualidade, atendendo a todos os cidadãos.

À luz do exposto, conclui-se que é necessário a intervenção estatal para frear o fenômeno crescente de segregação das classes sociais no Brasil contemporâneo. Uma possível medida para alcançar esse fim consiste numa busca governamental de alcançar uma melhora significativa na qualidade e na amplitude dos serviços básicos prestados pelo Estado, como educação, saúde e segurança publicas. Esse fim só pode ser atingido por meio de um maior investimento da verba arrecadada nessas respectivas áreas, garantindo assim, serviços de qualidade, que atendam e integrem toda a população, sem nenhum tipo de segregação de classes.