Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 09/05/2020
As raízes da desigualdade social do país, encontra-se no período colonial, visto que, com a abolição da escravidão em 1888, o governo se absteve em incluir os negros e marginalizados na sociedade. Desde então, há intensa segregação das classes sociais no Brasil, seja pela falsa ideai de meritocracia, seja por poucas políticas públicas eficientes. Então, torna-se evidente que tal assunto precisa entrar em debate.
Diante disso, segundo o historiador da Unicamp, Sidney Chalhoub " a meritocracia como valor universal, fora das condições sociais e históricas que marcam a sociedade brasileira, é um mito que serve à reprodução eterna das desigualdades sociais e raciais que caracterizam a sociedade". Com isso, é importante ressaltar que sem as mesmas condições estruturais, socioeconômicas e educacionais, torna-se extremamente difícil duas classes distintas ocuparem os mesmos espaços. Para corroborar tal fato, vale mencionar as cotas étnico-raciais para o ingresso nas universidades, por exemplo, após o sistema de cotas entrar em vigor, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o percentual de negros em universidades dobra, mas é inferior ao de brancos.
Outrossim, mesmo que gradual, o acesso ao ensino superior para as classes populares está aumentando, contudo há outros espaços que precisam ocupados. Desse modo, o acesso à cultura, espote e lazer são um desses, ainda que a Constituição Federal assegure tais direitos, na prática é bem diferente, na medida em que, 83% da população brasileira não possui acesso ao cinema, segundo o site Meio e Mensagem. Assim , é imprescindível que medidas sejam adotadas para mitigar o impasse.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação, ampliar as vagas das universidades por meio da maior disponibilização das cotas, para acentuar o número de pessoas das classes populares no ensino superior, promovendo assim, democratização ao ensino. O Governo deve, ainda, por meio da Ancine, criar políticas públicas como por exemplo, disponibilizar entrada franca nos cinemas aos domingos para pessoas de baixa renda, a fim de amenizar a segregação social. Dessarte, o alcance para uma sociedade democrática e igualitária se aproximará.