Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 11/05/2020
No filme espanhol “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma torre vertical e apenas podem se alimentar dos restos de comida do nível de cima. Na narrativa, fica clara a disparidade do luxo dos primeiros andares comparada à miséria dos últimos, analogicamente à realidade. Fora do mundo distópico, o problema da desigualdade social no Brasil se vê, de fato, na hegemonia das classes sociais mais desenvolvidas e da má distribuição de recursos em uma sociedade hierarquizada.
A disparidade no espaço social, apesar de ser crônica, ocorre em todos os lugares do mundo, observando as suas possibilidades existentes — seja em questões econômicas, de gênero, de crenças, entre outras —, limitando o acesso aos direitos básicos, como a saúde,a educação, a propriedade e o trabalho, prerrogativas existentes no artigo 5° da Constituição Federal de 1998. O acesso aos melhores recursos não são iguais, visto que, a meritocracia é barrada por uma bolha social, em que a concentração de riquezas se situa nas mãos de uma minoria, prevalecendo o egoísmo típico do capitalismo, consequentemente rompendo com a democracia.
Paralelamente, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o desemprego é o maior fator para a desestabilização social, onde, no Brasil a política econômica visa concentrar a renda da classe mais rica para elevar o investimento e aumentar a produção para depois repartir, gerando uma má organização, e não se efetivando, diante da realidade do país. A falta de investimento nas áreas coletivas, na cultura, na assistência à população carente, na saúde, na educação juntamente com a falta de oportunidades de empregos, são condições contribuintes à situação brasileira.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a minimização da desigualdade social, urge que o Ministério da Economia (ME) crie, por meio de ajudas governamentais e populacionais, uma economia solidária, através de uma empresa virtual, aplicando regras dos princípios cooperativistas que organiza o capital particular do cooperador e pelo trabalho distribui a renda, de acordo com o valor obtido na avaliação da produção final. Somente assim, a hierarquização vertical presente em “O Poço” será decrescida.