Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 15/05/2020
A “camarotização” é uma palavra atual que consiste identificar o processo de segregação social, contudo, apesar de ser uma denominação utilizada no mundo contemporâneo o processo não é recente, sendo construído ao longo da história. No livro “casa grande e senzala” do autor Gilberto Freyre, é possível identificar o processo de separação dos mais privilegiados aos demais, expondo a dificuldade que o país encontra com o processo democrático. Além disso, a segregação pode gerar discriminações e preconceitos, como também o desenvolvimento do comportamento consumista do indivíduo.
Com a desigualdade econômica presente no sistema capitalista, que fundamenta-se em fomentar as diferenças, é perceptível a segregação do espaço público ao espaço privado. Exemplo disso é a presença de classes populares em ambientes de compras, turismo, entre outros, enquanto que as pessoas mais pobres, estão concentradas nos ambientes públicos, favorecendo então para a construção da discriminação socioeconômica dos indivíduos.
Por conseguinte, vale ressaltar o poder que o status influencia na população, especialmente a mais jovem, que para conseguir se enquadrar a um determinado grupo social, adquire bens desnecessários, como roupas de marcas, aparelhos celulares recentes, ou até mesmo, a busca por lugares privados de alto custo monetário. Sendo assim, é possível notar o desenvolvimento consumista do indivíduo, que para ser aceito a um determinado meio é preciso ostentar.
Com o intuito de amenizar a problemática, é indispensável que o Estado cumpra com democratização prevista na atual constituição, estimulando a presença dos indivíduos em lugares públicos através de propagandas. Além disso, é necessário medidas educativas com o objetivo de conscientizar a população sobre o risco que o comportamento consumista trás á sociedade, como a segregação de classes. Feito isso, o país caminharia para uma história além da escrita por Gilberto Freyre.