Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 12/05/2020
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país garante igualdade e uma sociedade democrática. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática. Isso se evidencia na separação entre classes sociais e as consequências refletidas no tecido social.
Em primeira instância, é importante ressaltar que após as Revoluções Industriais no século XVIII, as relações mudaram e houve uma grande segregação urbana. De acordo com Orlando Villas Boas, as diferenças não são respeitadas. Nesse viés, percebe-se um crescimento exacerbado do preconceito e da desigualdade. Por conseguinte, os lugares frequentados passam a ser determinados pela questão econômica, raça, escolaridade e diversos outros fatores que fazem com que a democracia seja comprometida. Logo, é necessário fazer com que as pessoas e suas divergências convivam em um mesmo lugar para crescimento do bem comum.
Outrossim, convém relacionar ainda as consequências para toda a comunidade causada pelo distanciamento do convívio entre indivíduos que apresentam diferenças. Consoante Hans Jonas, em sua obra “Princípio da responsabilidade”, retrata que viver é fazer com que o bem comum prevaleça. Entretanto, é notória que a realidade da vida cotidiana tem sido diferente do seu argumento, tendo em vista que o afastamento, falta de respeito e equívocos em julgar estereótipos têm se tornado algo cotidiano. Isso faz com que as pessoas não procurem entender as disparidades sociais e o bem comum se torna longe da realidade.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para reverter esse cenário de segregação no Brasil. Cabe ao Governo em consonância com o Ministério da Economia investirem em políticas públicas nos lugares à margem, melhorando os acessos públicos, como escola, praças, parques e transporte públicos, com o intuito de melhorar os serviços e que todos queiram usar, independente da renda, assim não haverá segregação nesses espaços. Por fim, o Ministério da Educação deve fornecer palestras, debates e gincanas esportivas entre escolas, a fim de falar sobre a importância do respeito às diferenças e aprenderem na prática. Assim, a geração futura não terá os mesmos erros que a atual.