Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 07/05/2020
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratado uma sociedade na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a segregação das classes sociais no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desigualdade social vivida no país, quanto uma política pública voltada para as classes dominantes, com isso aumentando exponencialmente esta desigualdade. Diante disso, torne-se fundamental a discussão desses aspectos, para que haja o pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral ressaltar que a situação é corroborada pela alta desigualdades de classes no Brasil. No decorrer da formação do Estado brasileiro, a segregação das classes fez presente durante parte significativa do processo. Isso, aliado com a má distribuição de renda, contribuiu para que esse problema persista atualmente, refletindo nos próprios índices, que, Segundo o jornal Veja, o Brasil vem ocupando os piores luares no que refere-se à desigualdade, estando em nona posição. Com isso, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, o fim da separação das classes deixe de ser uma utopia, defendida por More.
Outrossim, vale ressaltar que a problemática deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais ocorrência. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a desigualdade persiste, trazendo sérios problemas econômicos e sociais para a parte minoritária da sociedade, como a fome, a falta de oportunidades de acesso à educação e cultura de qualidade, indo contra a própria Constituição de 1988, que no artigo 5°, aborda claramente os direitos e garantias fundamentais do indivíduo brasileiro. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Destarte, é evidente que a desigualdade de classes configura-se um tema como problema que precisa ser resolvido. Portanto, o governo deve investir em políticas públicas, por meio de programas socioeconômico, como auxílios financeiros às pessoas carentes, e ao mesmo tempo disponibilizando suporte técnico cientifico para a capacitação destas pessoas, a fim de, além de proporcionar uma profissionalização, diminua esta desigualdade. Somente assim, essa questão será minimizada no Brasil e no mundo.