Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)

Enviada em 10/05/2020

Para o país consolidar a cidadania e o equilíbrio social, o Estado necessitará reduzir, ao máximo, as entropias do mundo moderno. Diante desse princípio constitucional parafraseado, nota-se a relação de cuidado com a qual o Brasil deverá gerenciar as suas desordens, entre elas a segregação das classes sociais. Problema no qual se observa uma negligência antiga do poder público na busca de caminhos para diminuir a desigualdade social a qual agrava essa vergonhosa situação. Por esse motivo, há um desequilíbrio no bem-estar e nos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros mais carentes.

Perante esse transtorno, há fatores históricos literários os quais evidenciam uma desatenção petrificada do Estado ao combate das mazelas da segregação social. Esses fatores estão retratados na obra de Jorge Amado, “Capitães da Areia”, a qual descreve a rotina de preconceito, violência e marginalização contra os jovens pobres da antiga cidade de Salvador. Por conta disso, o grupo de Pedro Bala era considerado, para as classes mais altas, uma intimidação ao convívio normativo, segregando-os ainda mais. De maneira análoga, infelizmente, o passado literário foi atualizado, pois o descaso do governo, o preconceito e o distanciamento entre as classes sociais continuam nos centros urbanos. Devido a isso, o bem-estar e os direitos básicos da sociedade permanecerão ameaçados.

Para além disso, é importante pontuar que durante o Estado Novo, época contextualizada no livro de J. Amado, o Brasil ainda não englobava as ações e meios para erradicar ou diminuir essa vergonhosa separação das classes. Atualmente, no entanto, esses meios já fazem parte da Constituição Federal de 1998, a qual assegura as políticas de auxílio e as ações afirmativas no combate ao preconceito, a desigualdade e a segregação. Porém, lamentavelmente, essas garantias não condizem com os últimos dados da ONU o qual afirmar a sétima colocação do Brasil entre os países mais desiguais do mundo. Ou seja, esse número deixa nítida a negligência dos governantes na luta contra os pontos motivadores da segregação das classes, e isso afeta diretamente os direitos fundamentais de todos os cidadão.

Portanto, para diminuir a segregação das classes sociais no Brasil, o Estado deverá neutralizar a eufemização dos problemas expostos, isto é: o Ministério da Cidadania e o Ministério Público criarão um aplicativo para telefone móveil. Esse aplicativo terá o objetivo de denunciar qualquer tipo de preconceito de classe por parte de pessoas ou empresas, os quais poderão pagarem multas e responderam judicialmente. Além disso, o aplicativo cadastrará pessoas na linha de pobreza para receber auxílio do governo, esse aplicativo será administrados por meio de agentes federais capacitados na área. Essa ação sera aprovada no Congresso Federal através de um projeto de lei. Assim, o Brasil consolidará a cidadania e, sem dúvida, o equilíbrio e o respeitos social entre as classes.