Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 08/05/2020
Nossa constituição federal de 1988 garante que todos são iguais perante a lei e tem direito à igualdade, sem distinção de qualquer natureza. Porém desde o início da nossa colonização, é findado que a formação social do Brasil nunca foi igualitária. Essa estrutura desarmônica se majorou quando a lei Áurea (assinada em 1888 pela princesa Isabel) aboliu a escravidão, marginalizando os negros escravos que se aglomeraram em periferias e foram privados de benefícios básicos para outras classes sociais, principalmente educação e segurança. Nesse sentido convém analisarmos as principais consequências de tal política negligente à nossa sociedade.
Segundo a Organização das Nações Unidades (ONU), o Brasil é o segundo país do mundo com maior concentração de renda. Os 1% mais ricos concentram 28,3% da renda total existente. Evidencia-se, portanto, que mais da metade da população não usufrui dessa riqueza. Essas pessoas carregam na sua herança histórica, a falta de amparo e proteção do estado, ilustrado através de dados oficiais do governo. No Rio de Janeiro, por exemplo, em 2019 registrou 3995 homicídios e, grande parte destes, acometidos em periferias. Esse ambiente pouco seguro, afasta a integração das classes, corrobora o preconceito e a continuidade dessa governabilidade opressiva, controversa ao modelo de equilíbrio social através da política e justiça defendido por Aristóteles. Para solucionar tais problemas, faz-se necessário investimento abruptos nessas comunidades, começando pelo incentivo à educação. É preciso oferecer ensino integral, para que o jovem passe a maior parte do tempo dentro da escola, desenvolvendo além das atividades tradicionais do sistema educacional, outras que o coloquem integrados a novas habilidades, como música, esporte, teatro, dança, entre outros. Esse período extenso dentro da sala de aula, faz com que o jovem encontre na educação a possibilidade de ascensão social pois, em muitos casos, a criminalidade foi a única oportunidade lhe sugerida. Essa iniciativa pode ser realizada com o investimento do governo em parceria com empresas privadas. Faz-se necessário o aumento do teto de gastos com a educação, tornando sua participação no PIB mais alta do que a existente. O setor privado pode contribuir destinado o imposto pago ao governo para investimento direto nas escolas desse programa. Outra iniciativa possível é a integração da sociedade nessas zonas carentes, através de eventos culturais, feiras e centros de comércio.
A partir dessas ações, espera-se promover aproximação das classes, diminuição da desigualdade social e índice de violência. A melhora na educação, abertura de novos postos de trabalho e acesso à cultura, são indubitáveis para traçar novos caminhos e oportunidades para aqueles que ainda não a tiveram.