Segregação das classes sociais no Brasil (Adaptado da FUVEST 2015)
Enviada em 13/05/2020
A revolução industrial saiu da Inglaterra e difundiu-se por todo o planeta, transformou a relação de trabalho e trouxe consigo a globalização. Entretanto, ao passo em que o capitalismo industrial proporcionou o enriquecimento de parte da população, acentuou anda mais a opressão dos menos favorecidos. Visto que, a tendência contemporânea é distanciar as classes sociais, a ponto de “catracalizar” as relações interpessoais e enraizar a cultura da liquidez. Logo, o século XXI é o momento de refletir sobre a importância de desconstruir certos conceitos segregacionistas.
De acordo com Zygmunt Bauman, em seu livro “Modernidade líquida”, a sociedade abandonou os moldes coletivistas e adaptou o individualismo acima de tudo, gradualmente. Portanto, a consequência da desconstrução conceitual de união e respeito, está catracalizando a sociedade, ou seja, segregando as castas até mesmo nos espaços públicos. O que antes aproximava os ricos dos pobres, hoje, separa-os ainda mais. Para o sociólogo, a liquidez do mundo atual modifica o pensamento de integração pessoal, gera preconceito e cria novos ambientes voltados para agregar apenas a fina flor.
Assim como os acontecimentos modificam a maneira de integrar as camadas, é imprescindível desconstruir ideais preconceituosos. A importância de conscientizar a mentalidade dos seres, com o intuito de minimizar os efeitos e não prolongar o enraizamento, apresenta-se como primordiais a curto prazo. Estudiosos das ciências sociais já analisam a consequência que o distanciamento social propõe, destacam que a propagação do coletivismo e o convívio entre extremos, consolida um melhor convívio.
Diante disso, fica evidente que a necessidade de ajustar comportamentos, diminuirá a segregação das classes sociais no Brasil. Sem dúvida, o precursor da mudança começa com a população e termina com o governo federal, e este, através do investimento em publicidade, trará para o plano atual, a desconstrução do pensamento individualista. As mídias, apoiadas pelas instituições governamentais, podem explorar mensagens de afeto, união e singularidade nas convivências. Já, os próprios indivíduos, precisam romper o preconceito por meio da razão, tentar aproximação e começar com uma simples conversa, apoio e educação para com o próximo, principalmente os mais excluídos. Somente com políticas públicas e conscientização, será possível romper os laços da desunião.